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Tudo como antes

relogio min de leitura | Redação 07 de julho de 2015 - 11:34

Na rodada do meio da semana passada, pela primeira vez todos os clubes do Rio saíram vencedores. Vasco e Fluminense jogaram em casa e venceram o Avaí e o Santos respectivamente. O Flamengo, fora de casa, venceu o Joinvile. Importantes vitórias para a tabela. Todavia, nenhuma das equipes convenceu. No final de semana, nenhum carioca venceu na Série A do Brasileirão. Vasco e Flamengo perderam e o Fluminense empatou. O resultado do Tricolor pode ser considerado bom e, evidentemente, péssimo o dos demais, até em razão da posição em que ocupam na tabela de classificação.

O Vasco enfrentou a Chapecoense, que sempre é uma equipe difícil de ser batida na Arena Condá. O jogo, sob o ponto de vista técnico, foi muito ruim, o que não é novidade neste Brasileiro. O Vasco atuava de igual para igual, sem sofrer uma pressão dos catarinenses, até que houve a expulsão de Christiano logo no primeiro minuto do segundo tempo. O árbitro foi rigoroso. Não se pode dizer que ele errou. É questão de interpretação. Mas não parecia que o atleta seguro pelo lateral vascaíno, após ganhar uma bola alta, tinha clara e manifesta chance de gol. A partir daquele momento, o empate passou a ser um excelente resultado para o Vasco, que procurava segurar a partida, vindo, contudo, a levar um gol quase no final do confronto. A situação continua perigosa, não conseguindo o time se livrar da zona do rebaixamento, apesar de ter vencido as duas partidas anteriores. O que preocupa ainda mais é que o prazo de validade de Celso Roth, como vem sendo comentado pela mídia, é pequeno. Aqueles que conhecem mais de perto o trabalho deste treinador têm comentado que o resultado é imediato pela forma como ele arma a equipe e puxa o máximo do jogador. Depois, com o tempo, o ambiente fica ruim e os resultados desaparecem. É considerado treinador de tiro curto e o Vasco provavelmente vai brigar para evitar o rebaixamento até as últimas rodadas.

O Flamengo perdeu em casa para o Figueirense. O resultado foi surpreendente, porque, com a vitória do meio de semana, ainda que sem jogar bem, mas com muita disposição dos jogadores, se esperava que a equipe conseguisse uma arrancada. O público foi decepcionante. Todos esperavam cerca de 40 mil torcedores no Maracanã e compareceram quase 20 mil, menos da metade aguardada. O Flamengo começou bem, pressionando o adversário. No primeiro tempo, não correu qualquer susto e merecia ter saído na frente. Logo no início do segundo tempo, abriu o marcador com um belíssimo gol de Alan Patrick. Apesar de não ser o meia ideal para o Flamengo, no elenco é aquele que pode melhor fazer esta função. O Figueirense “achou um gol” em uma falta bem cobrada, que, entretanto, contou com a colaboração do jovem goleiro Cesar, que tem se mostrado bastante inseguro, inclusive na reposição de bola. Apesar de algumas boas defesas, não passa confiança aos torcedores. A partir do gol do Figueirense, a atuação do Flamengo foi muito ruim. A equipe ficou desorganizada, cada um querendo resolver sozinho, através de jogadas individuais que sempre paravam nos zagueiros adversários, acabando Cristóvão Borges, como sempre, por fazer modificações que não surtiram qualquer efeito. O Flamengo e Emerson foram castigados no final com o gol da virada dos catarinenses. Emerson tem lutado muito e, sem dúvida, é o melhor jogador do time. Entretanto, no domingo, querendo resolver tudo sozinho, perdeu a bola que resultou no gol da derrota. Continua o Fla beirando a zona do rebaixamento e tem duas partidas difíceis em seguida, contra o Internacional, em Porto Alegre, no meio de semana, e contra o Corinthians, no Maracanã, no final da semana. Somente não se sabe se nestes jogos Cristóvão ainda estará comandando a equipe rubro-negra.

O Fluminense foi a São Paulo querendo o empate e acabou conseguindo o desejado. Faltou um pouco de vontade de vencer. Mas o resultado foi bom e, mais uma vez, ficou demonstrado que a equipe está bem armada. O jogo ficou controlado. Não houve pressão significativa do adversário, salvo nos primeiros cinco minutos. Apesar das pouquíssimas chances que teve, caso fosse mais efetivo, o Fluminense poderia sair com a vitória. Havia espaço para os contra-ataques. Mas as ausências de Wagner e Vinicius dificultavam a saída com mais qualidade técnica quando a bola era retomada pelo bem armado sistema defensivo tricolor. O árbitro prejudicou a equipe carioca em dois lances decisivos. A não expulsão de Edson Silva no carrinho criminoso que deu na direção de Wellington Silva decorreu de pura covardia do soprador de apito, eis que chegou a colocar a mão no bolso de trás da bermuda, onde geralmente está o cartão vermelho, e, depois, trocou de cartão, aplicando o amarelo. Da mesma forma, a não marcação do pênalti em Gerson também foi decisiva para a não vitória do time carioca. Ainda não é possível identificar qual a real pretensão do Fluminense neste campeonato. A chegada de Osvaldo e o provável retorno de Cícero podem encorpar o elenco e, mantida a boa organização tática, credenciar o Flu na briga por vaga na Libertadores.

Na série B, o Botafogo retomou a liderança e venceu com placar elástico o Sampaio Correa. A vitória de 3 x 0 no primeiro tempo não refletiu a dificuldade da partida. O Sampaio Correa teve várias chances de marcar. O destaque foi o garoto Luiz Henrique, de 17 anos, que marcou dois gols na estreia. A pergunta que fica é por quanto tempo ele vestirá a camisa alvinegra.

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