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Mudanças urgentes

relogio min de leitura | Redação 30 de junho de 2015 - 13:10

Mais uma vez a seleção brasileira decepcionou e foi desclassificada nas quartas de finais da Copa América. Assim como em 2011, o nosso algoz foi a fraquíssima seleção do Paraguai, última colocada nas eliminatórias sul americana para a Copa de 2014. A baixa qualidade do Paraguai pode ser medida pelos seus dois volantes, Cáceres e Aranda, jogadores que sequer são ou foram titulares do Flamengo e do Vasco, equipes que atualmente ocupam o Z4 do Campeonato Brasileiro de baixíssimo nível técnico. Foi uma vergonha o desempenho da seleção nacional. Tem que mudar tudo, a começar pela cúpula. Os dirigentes da CBF não têm credibilidade. Sequer podem acompanhar a seleção fora do país, pois temem ter o mesmo fim do anterior presidente, ainda preso na Suíça. Em campo, apenas correria e chutões. Nível técnico muito baixo, principalmente quando Neymar não joga. Não é possível que jogadores como Firmino, Fred (o outro), Douglas Costa, Fernandinho, Felipe Luiz e outros sejam tão valorizados na Europa. Jogadores apenas medianos. Seriam bons reforços para os times que disputam o Brasileiro. Mas seleção é diferente. O treinador não tem histórico para dirigir a seleção. Não fez sucesso como técnico em nenhum time nacional. Não tem resultado que o credencie a dirigir a seleção brasileira. Com relação ao jogo em si, a partida foi controlada no primeiro tempo, mais pela fragilidade do adversário. Na segunda etapa, quando o Paraguai saiu para o jogo, o Brasil se acovardou e ficou atrás procurando cozinhar a partida, até que aconteceu o pênalti que acarretou o empate. Com relação a este lance, a mídia aproveitadora começou a questionar o estado psicológico de Thiago Silva. Na verdade, trata-se de um erro técnico. Zagueiro de nível bem superior ao da seleção brasileira, Thiago ficou marcado pelo seu choro e aparente desequilíbrio na Copa de 2014. Na vexatória partida contra a Alemanha, Thiago não esteve em campo. Agora, repetindo o que já tinha feito em jogo pelo PSG, Thiago cometeu novo pênalti que foi decisivo na desclassificação do Brasil. Mas não foi eventual desequilíbrio psicológico que ocasionou o erro. Falha técnica. Ele salta com os braços abertos. A bola acaba batendo em sua mão ou braço. Foi o que ocorreu no jogo de sábado. Evidente que ele não quis cortar a bola com a mão. Ele alegou que sequer sabia se realmente praticara o pênalti. Mas não pode subir daquela forma. Tem que treinar a forma de impulsionar o corpo nas bolas aéreas. Mas é um dos poucos que tem futebol para integrar a seleção brasileira. E a mídia quer coloca-lo como o principal responsável. São os covardes de sempre. A mídia também é culpada quando valoriza jogadores medianos. Tem que mudar tudo. Caso contrário, é possível que pela primeira vez o Brasil não venha a disputar uma Copa do Mundo.

Vitória importante no clássico dos milhões de erros

Finalmente o Vasco conseguiu sua primeira vitória no Brasileiro. E justamente contra o maior rival. Apesar da alegria dos vascaínos, a coisa está feia tanto para o vencedor como para o vencido. O jogo foi horroroso, com erros de todos os lados. O Flamengo teve 70% de posse de bola. Mas, de fato, teve apenas uma grande oportunidade de gol. O Vasco foi um pouco “menos ruim”. Marcou na única oportunidade que teve, aliás, em excelente jogada do lateral Madson. A vitória não pode ser atribuída à mudança do treinador. Mas a situação de Cristóvão parece perigosa. O Flamengo não consegue jogar bem. Nem mesmo quando venceu a Chapecoense e o Coritiba atuou de forma satisfatória. Ambos continuam na zona do rebaixamento e parece que lutarão até o final para não cair. Lamentável para o futebol carioca.

Vitória na raça e também na sorte

O Fluminense chegou ao G4 ao vencer a primeira partida fora de casa. Começou mantendo de forma tranquila a posse de bola, mas sofria com a velocidade do ataque adversário, principalmente em razão da tarde bastante infeliz do Gum. O zagueiro não acertou nada. Lento e aparentemente disperso, era uma verdadeira avenida. Felizmente Cavalieri estava num bom dia e, apesar da pouca pressão do adversário, salvou o Flu em pelo menos duas oportunidades. O Fluminense praticamente jogou com um atleta a menos durante todo o jogo. No primeiro tempo, Gerson apenas esteve em campo. Não jogou. Não fez nada. Alguém tem que conversar com ele. Não é possível que o treinador continue a escalá-lo. Precisa de um banco para refletir. Parece que está fora de órbita, talvez pensando nos milhares de euros do Barcelona. No segundo tempo, após conseguir o empate, o Flu ficou realmente com um a menos com a expulsão de Gum. A equipe se fechou, contou com a defesa do Cavalieri no pênalti batido por Felipe Menezes, e virou a partida. Com a contusão de Vinicius, ficou com dois a menos, mas, mesmo assim, conseguiu segurar a vitória. Resultado importantíssimo. A equipe vai com moral contra o Santos, podendo, no final da rodada, assumir a liderança. Surpreendente a posição do tricolor na tabela, tudo levando a crer que a mudança do treinador foi essencial para o bom início de campeonato.

Derrota que serve para ligar o alerta

O Botafogo vinha ganhando sem jogar bem. Sempre, porém, as vitórias ocorriam com certa tranquilidade. Não venceu nas duas últimas rodadas. Empatou com o Boa Esporte em casa e perdeu do Macaé no último sábado. O primeiro tempo desta última partida foi muito ruim. Levou três gols e ficou clara a fragilidade do sistema defensivo. Apesar de ter melhorado no segundo tempo, quando chegou a dar esperança aos torcedores que conseguiria o empate, a defesa voltou a falhar e o Macaé decidiu a partida com o quarto gol. O sinal de alerta foi ligado. Continua líder, agora com outras equipes bem próximas.

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