Quando parecia estar melhorando, o treinador...
Após a derrota vexatória para a Colômbia, a confiança na seleção brasileira caiu para nível bem baixo. Pesquisas feitas antes do jogo indicavam que os torcedores temiam pela desclassificação da seleção brasileira já na primeira fase. Para que isto ocorresse, a seleção teria que perder da Venezuela, o que antes seria impensável. O temor dos torcedores se justificava por dois motivos: o desempenho ridículo no jogo anterior e a ausência de Neymar. O vexame da rodada passada não foi a derrota em si. A forma como o time jogou é que foi vergonhosa. Perder para a Colômbia, nos dias de hoje, principalmente por alguns jogadores que aquela seleção possui, não é vergonhoso. Mas a atuação da equipe brasileira deixou todos preocupados com poss[ivel eliminação. Somado a isso, a ausência de Neymar, talvez o único de qualidade técnica indiscutível na nossa seleção (particularmente, incluo, também, Thiago Silva e Miranda). Surpreendentemente para muitos, a seleção vinha controlando de forma tranquila o jogo contra a Venezuela. Saiu na frente e mantinha a posse da bola sem ser importunada. Marcou novamente no início do segundo tempo e parecia que iria acabar goleando com uma atuação convincente. Mas nada ocorre por acidente. Dunga resolveu justificar a razão de ser tão criticado pela mídia esportiva. Faltando cerca de 20 minutos para acabar a partida e não sendo o Brasil ameaçado, ele tirou dois jogadores adiantados e colocou dois zagueiros. A seleção acabou com os quatro zagueiros em campo. O jogo se complicou, a Venezuela marcou e quase empatou. Inimaginável. Dunga conseguiu reforçar a máxima de que “treinador não ganha jogo, mas perde”. Caso o Brasil sofresse o empate, seria caso de demiti-lo ainda antes de adentrar ao vestiário. Vamos esperar a próxima rodada. Sem Neymar, já que o Brasil desistiu do recurso contra a sua suspensão de 04 jogos, o futebol coletivo e de forte marcação tem que aparecer. Vamos torcer para que Dunga não atrapalhe.
Será que tem solução?
O Vasco voltou a perder no Brasileiro. São cinco derrotas seguidas. Possui aproveitamento de apenas 12%. Tem a defesa mais vazada e o ataque menos positivo. É a única equipe que ainda não venceu. Os números são pavorosos. Agora, o homem do charuto parece que mudou o discurso. Está reconhecendo a fragilidade da equipe, ficando nítido que o título do Carioca decorreu do acaso e da “ruindade” dos adversários, sem esquecer os rumores de eventual ajuda externa. A situação de Doriva ficou insustentável, sendo a sua demissão aceita pela diretoria. A vinda de Celso Roth, por incrível que possa parecer, traz alguma esperança de melhora. Certamente fechará a equipe e fará com que o Vasco seja mais competitivo. O mesmo não penso com relação aos jogadores que estão sendo contratados. Leonardo Moura foi oferecido a todos os clubes, que o descartaram. Herrera e Andrezinho estavam escondidos no mundo árabe, sendo que o primeiro praticamente não jogou este ano. Pior será, se for o caso, a vinda de Ronaldinho Gaúcho. A situação financeira do Vasco é caótica e o investimento não surtirá efeito no campo. Todos estes jogadores têm mais de 31 anos. São veteranos sem espaço em outras equipes. Caso não recebam rigorosamente em dia e não tendo qualquer vínculo antigo com o Vasco, não há como neles depositar qualquer esperança. Quando o Fluminense reagiu no ano de 2009, a primeira coisa que Cuca fez foi afastar os veteranos, como Paulo Cesar, Fabinho e Luiz Alberto. Colocou jogadores jovens com vínculo com o clube e a reação ocorreu. Deveria o Vasco agir da mesma forma.
Voltou a realidade
Após duas vitórias seguidas, o Flamengo voltou a perder no Campeonato Brasileiro e retornou à zona do rebaixamento. Foi amplamente dominado pelo Atlético Mineiro. Inquestionável a vitória da equipe mineira, que conduziu a partida como quis. A estreia de Emerson não foi boa. Apesar da luta de sempre, tecnicamente não esteve bem, assim como os demais jogadores, principalmente Canteros, que errou todos os passes que tentou. Ficou claro que o Flamengo precisa de um jogador mais criativo no meio de campo. Não basta contratar atacantes sem que a bola chegue com qualidade. O elenco está repleto de jogadores velozes, mas para que sejam úteis dependem de um lançamento longo ou de contra-ataques. Lançador o Flamengo ainda não tem e os adversários não estão dando espaço para os contra-ataques. Assim fica difícil ...