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Deputados mostram soluções

Comissões da Alerj discutem propostas para a despoluição da Baía de Guanabara

relogio min de leitura | Redação 11 de agosto de 2015 - 08:42

Deputado Nivaldo Mulim presidiu a audiência pública que apontou soluções para a despoluição da Baía de Guanabara

Foto: Luiz Nicolella

Ontem, foi realizada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a audiência pública sobre a poluição industrial da Baía de Guanabara. Comandando a audiência, o presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Alerj, deputado Nivaldo Mulim, ressaltou a importância de tratar a questão do grau de poluição ambiental por resíduos industriais na Baía de Guanabara e o impacto dessa poluição para a imagem do Rio tendo em vista os Jogos Olímpicos de 2016.

“É necessário que nosso olhar seja para além dos problemas de poluição, precisamos buscar inovação para sugerir propostas que realmente sejam postas em prática com baixo custo e em curto prazo, até as Olimpíadas, deixando um legado para a população fluminense”, opinou Nivaldo Mulim.

Autoridades políticas e representantes de diversas instituições ambientais estavam presentes. A deputada Lucinha, vice-presidente da Comissão de Saneamento Ambiental, encaminhou a Nivaldo Mulim a proposta para fazer o mapeamento digital dos rios e seus afluentes pelas universidades e também o encaminhamento para que os municípios do entorno da Baía assinem um termo de compromisso para tratar do seu esgoto.

O deputado Dr. Julianelli falou da importância do fechamento dos lixões e de se tratar o lixo. Presidente da Comissão Especial da Baía de Guanabara, deputado Flávio Serafini, juntou a audiência pública aos trabalhos da Comissão Especial, da qual o deputado Nivaldo Mulim é membro. O deputado Tiago Mohamed chamou atenção para a iniciativa do executivo em convocar as universidades para discutir soluções para a despoluição da Baía de Guanabara.

Ministério Público quer explicações

O representante do Ministério Público Federal, Jaime Mitropoullos, constatou a ineficiência do executivo em efetivar as ações em prol do saneamento ambiental, indagando o destino de tantos investimentos já gastos na despoluição da Baía. A promotora pública Renata Neme iniciou sua fala demonstrando sua indignação a respeito do destino dos investimentos dos programas já feitos, incluindo o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG) e que é importante que o Ministério Público atue na frente preventiva.

Apresentando uma proposta de ação complementar, o especialista e oceanógrafo David Zee afirmou que através das Unidades de Tratamento de Rios é possível que se consiga diminuir em 80% o nível de poluição da Baía. E destacou as palavras do deputado Nivaldo Mulim. “É necessário que ataquemos os rios, que são as veias que conduzem ao coração, a Baía, todo esgoto in natura”.

O professor Adacto Ottoni falou sobre uma outra alternativa para despoluir os rios. O deputado Nivaldo Mulim pediu que a mesma fosse apresentada e formalizada para a Comissão de Saneamento da Alerj. O deputado ainda ressaltou que as Comissões de Saneamento Ambiental, de Defesa do Ambiente e a Especial da Baía de Guanabara visitem, no próximo dia 21 de agosto, a Unidade de Tratamento de Rio, Arroyo Fundo, objetivando ver de perto o funcionamento da UTR.

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