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Alerj debate Lixão de Itaoca

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 26 de maio de 2015 - 12:31

Lideranças dos ex-catadores traçaram um painel de sua situação para os deputados

Foto: Iara Pinheiro ALERJ: Divulgação

Por Matheus Merlim e José Messias Xavier

A falta de um plano de desenvolvimento econômico no extinto Lixão de Itaoca, no Salgueiro, em São Gonçalo, aumenta a cada dia a situação de miséria em que vivem os moradores da localidade, em sua maioria ex-catadores. A discussão é antiga e, ontem à tarde, voltou à pauta na CPI dos Lixões, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
O pedido dos ex-catadores gonçalenses é, basicamente, a elaboração de um projeto que gere inclusão social em Itaoca, pois, desde o encerramento oficial das atividades do lixão, em 2012, o local, segundo eles, está abandonado.

É isso que conta o representante dos ex-catadores, Adeir Albino da Silva, conhecido como “Nem”, de 32 anos. Ele compôs a mesa, ontem, na Alerj, para defender as reivindicações dos trabalhadores.

A luta de Nem e de outros gonçalenses já dura há mais de três anos. De acordo com o ex-catador, na CPI de ontem, os parlamentares se comprometeram a estudar melhor a situação de Itaoca. “Os catadores precisam de ajuda”, declarou.

CPI - A reunião de ontem na Alerj também discutiu os cerca de R$5 milhões, que foram investidos em programas de coleta seletiva por meio de parceria entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Prefeitura do Rio.

Representantes do BNDES foram convidados para comparecerem à CPI, no entanto, não apareceram. Ontem, a Alerj expediu uma convocação para diretores do banco.

“Queremos ouvir pessoalmente como está o contrato, qual é a contrapartida desse empréstimo”, informou o deputado Dr. Sadinoel (PT).

Os deputados Dr. Julianelli (PSol), Thiago Pampolha (PTC), além da ex deputada Janira Rocha, representante do Ministério Público Federal, Renato Machado, representante da Defensoria Pública do Estado do Rio, Nathalia Milione, o gerente de licenciamento do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Carlos Canijo, o presidente do Movimento Nacional dos Catadores, Alexandre Freitas, a assessora do secretário do Ambiente, Sheila Valle e outros integrantes de associações de coleta seletiva também participaram da reunião.

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