Empresário é morto em SG
Vítima foi atingida por disparos na cabeça logo após deixar casa de shows, na Trindade

Por Daniela Scaffo
Empresário do ramo de transporte de cargas, Carlos Ivan Trindade dos Santos, mais conhecido como Peco Preto, de 40 anos, foi morto a tiros, na madrugada de ontem, quando retornava de uma casa de shows, em Trindade, São Gonçalo. O homem era muito conhecido na região por ser ex-integrante da Torcida Jovem do Flamengo (TJF).
De acordo com amigos da vítima, Carlos Ivan teria saído sozinho do espaço Macaé, por volta de 4h30, conduzindo uma Hilux preta, e seguia para casa, que fica no mesmo bairro, na Rua Brasilândia.
Ele foi encontrado morto no início da manhã, no banco do motorista do veículo, com marcas de tiros na cabeça. Como se estivesse prevendo a hora de sua despedida, o empresário compartilhou em seu perfil numa rede social uma reflexão sobre a vida, há apenas dois dias atrás. “’Ame seus pais, a vida e os amigos. Seus pais porque são únicos, a vida porque é curta e os amigos porque são raros. E depois de cada noite, um novo amanhecer. Boa noite amigos”, dizia a postagem. Amigo da vítima há mais de 20 anos, o professor de Educação Física, Marcos Paulo Cruz, 41, lamentou a perda. “Ele era muito tranquilo, com muita personalidade e bastante trabalhador”, comentou.
O empresário Fábio Gonçalves Gomes, 39, comentou que ficou surpreso com o episódio e disse que Peco não tinha inimigos.
“Ele era um cara que não esquentava para nada. Sempre foi meu amigo, só tenho coisas boas para dizer sobre ele, que estava sempre disposto a ajudar quem precisasse”, disse o empresário, emocionado. O caso está sendo investigado por agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNISG), que periciaram o local do crime e o veículo da vítima. Os policiais tentar localizar câmeras de segurança que possam ter flagrado o assassinado.
“Por enquanto, só posso afirmar que houve uma execução, descartando crime patrimonial. Outras considerações somente com o avanço das investigações”, esclareceu o delegado Thiago Dorigo, da DH, que apura o caso.