30 de Julho de 2010
Entre tecnologia da informação, mangueiras de alta pressão, planos de saúde e transporte, o Complexo Petroqumíco já movimentou mais de R$ 5 milhões entre as empresas no eixo São Gonçalo-Niterói. Somente este ano, foram R$ 2 milhões em encomendas para a terraplanagem. Os empresários estão otimistas quanto à etapa da construção do Complexo, mas reclamam de pouca oportunidade para se inserir nos contratos.
Fernando Reis, fundador da ATBL, empresa que comercializa artefatos de borracha, já recebeu cinco encomendas do Comperj. Todas de grande vulto, mas bem abaixo da expectativa.
“Na verdade, percebemos hoje que vieram para cá com um pacote feito, e compram de empresas do Sul, de São Paulo. Já vieram com seus compradores fechados. Deixaram para comprar aqui só o que estivesse faltando mesmo. É natural, porque não conheciam o lugar, mas temos esperança de que isso mude, principalmente na etapa de funcionamento, quando o leque de compras irá aumentar”, disse Reis, que está expandindo a unidade para o complexo industrial de Rio Bonito.
O empresário assinala que o Complexo Petroquímico traz uma das melhores possibilidades das últimas décadas para o setor industrial. O Comperj, a despeito do que muitos pensam, para Reis, já é realidade.
“Não tem mais como eles voltarem atrás. É fato que o Brasil precisa aumentar sua capacidade de refino e, como se isso não bastasse, a área que eles terraplanaram é enorme. Foi uma devastação gigantesca, mas que traz ótimas perspectivas. Depois dos anos 70, não houve um momento tão propício para a retomada das indústrias no Brasil”, avaliou o empresário.
As empresas que já entraram no fornecimento direto de produtos para o Comperj aumentaram, em geral, 25% seu quadro de funcionários. Para o ano que vem, a expectativa é ter que dobrar o número de contratações. Para Ademar Vale, diretor industrial financeiro da Polifix, fábrica de parafusos industriais, a obra do Comperj é um “divisor de águas” para a região.
“Vai ser, com certeza, uma mudança na qualidade de vida, tanto para moradores quanto para quem investe em São Gonçalo. As obras estão contabilizadas para a frente. As encomendas já foram feitas. A população não sabe, mas está tudo acontecendo e o cronograma está todo sendo cumprido”, disse Ademar.
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