30 de Julho de 2010

Voz do polo
Enviado por Thales Ramos 25/10/2009 04:08:33

Linha 3 em marcha lenta

Principal investimento em transportes da região do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), a Linha 3 do Metrô sofreu mais um revés. Um mês após o Tribunal de Contas da União (TCU) determinar a paralisação das obras depois de identificar indícios de irregularidades, o Governo Federal remanejou os R$ 65 milhões previstos no Orçamento deste ano para outros programas.

O projeto da Linha 3 prevê 14 estações, beneficiando 350 mil pessoas e está orçado em R$ 1,5 bilhão. O Governo do Estado obteve R$ 68 milhões em convênio com a União, assinado no fim do ano passado. No entanto, as obras do trajeto ligando Niterói a Guaxindiba seguem sem previsão de início e em fase de estudos. Três projetos foram analisados: o de superfície, o subterrâneo e o elevado. O primeiro foi descartado.
"Tudo indica que será o elevado. Desse jeito ele irá do Barreto ao Jardim Catarina. De lá em diante, será de superfície nas estações seguintes, que são Santa Luzia, Guaxindiba e Jardim Bom Retiro, no pátio de manobra", diz Aécio Nery, presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Saneamento Ambiental de São Gonçalo (Edursan).

Segundo Nery, esse tipo de construção traz menos transtornos para o dia o dia e a logística da obra é diferente. Os pilares que  sustentarão o metrô são pré-moldados, assim como as peças. Isso significa que elas são confeccionadas fora do local de funcionamento dos trens e estações, o que evita grandes canteiros de obras.
"A obra em si não terá grande impacto no município. Como as peças e pilares são todas pré-moldadas, não tem escavações e nem canteiros de obras. Essa fase de fabricação das peças parece lenta, mas não é. Quando você produz o pré-moldado tem todo um sistema
tecnológico. A peça sai testada, polida, limpa. Você faz mil assim. É só chegar e aplicar", explica Aécio, garantindo que nesse sistema as obras demorarão 30% menos. A previsão de término das obras é de no mínimo três anos, mas demorariam mais se feitas das formas tradicionais, com buraco e cimento.

No projeto do metrô elevado estão previstas construções de parques, jardins, ciclovias e quadras poliesportivas.



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