30 de Julho de 2010

Recado da Professora
Enviado por Marlene Salgado de Oliveira 1/11/2009 04:17:18

Quem faz vandalismo perde a razão

O corre-corre da vida nos impõe uma série de atividades e quando temos uma oportunidade de lazer ou descanso, queremos utilizá-la.

Já fazem parte da história de São Gonçalo as opções simples de lazer, em que nossas crianças e nossos jovens improvisam um campo de futebol nas ruas e terrenos, onde também soltam suas cafifas em dia de vento.
Realmente nosso município não dispõe de espaços públicos suficientes para atender a toda população, mas, na medida do possível, nós devemos fazer nossa parte e, ao menos, cooperar.

Toda essa reflexão me veio a mente depois que li durante essa semana que uma área de lazer no bairro do Colubandê foi destruída por vândalos. O fato ocorreu em uma área pertencente à administração da Usina de Asfalto e da Fundação Parques e Jardins que, ciente da carência de área de lazer no bairro, permitiu que os moradores utilizassem o campo de futebol existente.

Na última semana, materiais sobressalentes foram colocados ao lado do campo. Esse simples fato fez com que vândalos destruíssem dois caminhões, instalações hidráulicas, mudas de plantas e blocos de pisos, que seriam utilizados em diversas áreas do município.

Meu Deus! Por que fizeram isso?

O espaço era um bem comum a todos. Não há dúvida de que os moradores poderiam e deveriam ter um lugar melhor para seu lazer, mas o campo era a opção daquela região.

As pessoas que cometeram esse crime não só impossibilitaram que o campo continuasse a ser usado. Fizeram algo muito pior. Danificaram material que seria utilizado em obras em outras regiões da cidade. O estrago foi muito maior. Eles prejudicaram milhares de gonçalenses.
Diante de fatos como esse, como fica a moral do cidadão para cobrar dos governantes? Esses vândalos e todos aqueles “acharam bonito” quebrar um bem público, não têm a menor condição de cobrar qualquer coisa às autoridades.

Pode até parecer pequeno frente a tantas outras ações que são desenvolvidas em nossa cidade. Mas esse fato é um exemplo de como não sabemos exercer nossa cidadania. Ser cidadão é conhecer e fazer valer nossos direitos. Mas é, antes de mais nada, reconhecer nossos deveres e defender o bem comum a todos.

A professora Marlene Salgado de Oliveira é mestre em Educação pela UFF, doutoranda em Educação pela UNED (Espanha) e membro de diversas organizações nacionais e internacionais.

recadodaprofessora@jornalsg.com.br



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