25 de Outubro de 2014

Polícia
Enviado por Redação 26/2/2014 23:40:10

Seis mortos após tentativa de assalto a carro-forte em Niterói

Uma ação cinematográfica da polícia para impedir um assalto a um carro-forte terminou com seis homens mortos e um menor de 16 anos apreendido, no Sapê, em Niterói, na tarde de ontem. Na operação – desencadeada por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) –, foram apreendidos três fuzis, três pistolas e diversos carregadores. Houve um intenso confronto e explosões de granadas, levando pânico aos moradores do bairro.

 
Entre os mortos, que ficaram espalhados pela Avenida São Rafael e Rua Santa Margarida, está Roberto Ferreira Vieira, o Robertinho do Jacaré, de 39 anos, uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV), com atuação na Favela do Jacaré e no Complexo do Alemão, ambos na Zona Norte do Rio. Ele já cumpriu pena na Penitenciária Federal de Campo Grande sob a acusação de participar da invasão ao Morro dos Macacos, em Vila Isabel, em 2009, quando um helicóptero da PM foi abatido.
 
Operação - A ação policial foi planejada após os agentes interceptarem conversas telefônicas entre os integrantes da quadrilha. Com base nas informações sobre o local do crime e a forma de atuação dos bandidos, os agentes trocaram de lugar com os vigilantes para tentar surpreendê-los. Quando os criminosos tentaram interceptar o veículo, os policiais reagiram, iniciando um tiroteio que durou cerca de 30 minutos. Alguns integrantes do bando conseguiram escapar, abandonando pelo menos quatro carros e uma motocicleta, que foram recuperados. 
 
Além de Robertinho do Jacaré, que há um ano fugiu do Complexo Penitenciário de Bangu por uma tubulação de esgoto, foram mortos no confronto: Itamar de Assis Coelho, o Tamar, do Complexo do Caramujo; Marcelo Roberto da Conceição, o Marreco, da Favela Novo México, em São Gonçalo; além de Marcos da Costa Brasil e Herlon Domingos da Silva.
 
Medo - Moradores do bairro contaram que um mototaxista e seu passageiro foram atingidos por balas perdidas, nas proximidades da Escola Arco Iris, na Rua Santa Margarida, onde estavam aproximadamente 100 crianças com idades entre 5 e 11 anos. A informação, no entanto, não foi confirmada pela polícia. O colégio ficou fechado e os pais, que pegariam os filhos por volta das 15h, só puderam buscá-los às 17h30. 
 
“Meu filho participaria de uma festinha na escola, mas até isso foi cancelado. As crianças ficaram muito assustadas e as professora tiveram que dizer que eram bombinhas. Na hora quem que os policiais liberaram a saída das crianças, eles tomaram a decisão de cobrir os corpos que estavam próximos para não chocar ainda mais os pequenos”, contou uma mulher que preferiu não se identificar. 
 
“Nunca tinha passado por isso. Eu corri e me joguei dentro de casa, mesmo assim tive a impressão de que seria atingida por um tiro”, comentou Eloísa Ferreira, de 54 anos, 
“Foram três fortes explosões de granadas. Uma explodiu bem próximo do carro-forte, outra na casa de uma vizinha e mais uma na Francisco da Cruz Nunes”, completou outra moradora.
 
Ataque à delegacia - Antes da tentativa de assalto ao carro-forte, integrantes da quadrilha, armados de fuzis, lançaram duas granadas na 77ª DP (Icaraí) com o objetivo de desviar o efetivo da polícia para o local e facilitar o crime. Houve confronto na Rua Lemos Cunha, mas ninguém ficou ferido. 
 
Repercussão na Câmara
 
A onda de violência que voltou a tomar as ruas de Niterói repercutiu no plenário da Câmara, na noite de ontem. A maioria dos vereadores presentes usou a tribuna para condenar o ataque efetuado com granadas à 77ª DP (Icaraí) na tarde de ontem, comentar a ação que terminou com seis mortos em Pendotiba e os últimos casos de violência ocorridos na cidade. A migração de bandidos para Niterói e cidades vizinhas por conta da implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) também foi bastante discutida.
 
O presidente Paulo Bagueira (SDD) disse que a Polícia Militar “acaba tendo seu trabalho comprometido, por conta da falta de uma ação mais efetiva nas fronteiras” por parte da Polícia Federal, visando diminuir a entrada de armas pesadas no País. Jayme Suzuki (PSC), com a experiência de policial civil, disse que “faltam recursos, comando e respaldo aos policiais para agir”. 





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