24 de Outubro de 2014

Polícia
Enviado por Celso Brito 20/6/2012 23:17:39

E, agora Gaguinho?!

Acasa literalmente ‘caiu’, ou melhor, foi derrubada, para o traficante Maicon dos Santos Souza, o Gaguinho, do Complexo da Coruja, em São Gonçalo. Doze dias após ‘perder’ uma de suas namoradas, a gaúcha Francelle Pacheco Kloster, 18 anos, presa por policiais do 7º BPM (São Gonçalo), depois de um baile à fantasia promovido por ele na comunidade, Gaguinho dessa vez ficou sem o seu salão de festas, de onde num camarote assistia os bailes funks na favela.

O imóvel, localizado na Travessa C, num dos pontos mais alto do morro, foi destruído na tarde de ontem por policiais do 7º BPM, em operação que contou com o uso de uma retroescavadeira e que foi supervisionada pelo comandante do batalhão, tenete-coronel Luiz Eduardo Freire dos Santos.

De acordo com os policiais militares, o camarote tinha cerca de 40 metros quadrados. Construído na sacada de uma residência, na Travessa C, era dividido em cômodos. No terraço foram encontrados vários engradados de cervejas.

Nas paredes do imóvel, Gaguinho ordenou que traficantes fizessem a inscrição: 'Não destrua. Área de lazer do morador'.

A operação, que teve a participação de 20 policiais, foi desencadeada depois que os policiais receberam informação de que o local era utilizado constatemente por Gaguinho para festas. Foi lá, que no início do mês, o traficante organizou o baile à fantasia, com a participação de várias mulheres, entre elas a estudante gaúcha Francelle Pacheco, que acabou presa um dia depois da festa, numa outra casa usada por Gaguinho na favela.

Segundo o comandante do batalhão, antes de ordenar a operação, ele consultou a Prefeitura de São Gonçalo para saber se a construção era ou não legal.
“Como a resposta foi negativa, nós desencadeamos a operação para desruir o espaço”, disse o tenente-coronel.

Para derrubar o camarote, os policiais utilizaram uma retroescavadeira cedida pela própria Prefeitura. O prédio, que ficava em frente ao número 20 da Travessa C, era semelhante a um terraço.

O camarote começou a ser derrubado às 16h10 e em pouco tempo, estava quase totalmente destruído. A parede de trás, onde a retroescavadeira não alcançou ficou intacta. Ao lado, segundo os PMs, uma piscina que também seria utilizada pelo tráfico, estava sendo construída e também foi destruída.
“Esse aqui era um território proibido para o estado, mas agora estamos mostrando que não é mais, porque o tráfico não pode sobrepujar a população e a polícia. Acabamos com uma afronta à polícia”, disse o tenente-coronel Luiz Eduardo Freire.

Ostentação de riqueza e poderio bélico

Maicon dos Santos Souza, o Gaguinho, é vaidoso e costuma ostentar riqueza, sempre ao lado de belas mulheres, usando cordões, anéis e braceletes de ouro. O bandido faz questão, também, de demostrar o poderio bélico do bando comandado por ele.

Segundo a polícia, Gaguinho segue ordens de antigos líderes do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, que funcionou como quartel-general do Comando Vermelho (CV), até a implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na comunidade.

No Alemão, Gaguinho gerenciava uma das bocas de fumo mais rentáveis do morro, a da Fazendinha. Obrigado a fugir com a chegada das forças de pacificação, Gaguinho voltou de vez para o Morro da Coruja, onde nasceu e foi criado, e assumiu de vez o tráfico local.





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