23 de Abril de 2014

Polícia
Enviado por Celso Brito 9/2/2012 23:31:28

Esfaqueada pelo marido em Niterói

Inconformado com a separação, o metalúrgico Gilson Bernardo Pereira, 52 anos, esfaqueou a ex-mulher, a dona de casa Leci de Araújo Nascimento, 54, em plena luz do dia, na frente da neta, de 14 anos, na Avenida Amaral Peixoto, no centro de Niterói, na tarde de ontem.

O crime ocorreu na hora do almoço, sendo testemunhado por dezenas de pessoas. Em estado de choque, a neta de Leci foi amparada por pedestres. Socorrida por bombeiros e levada para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, a dona de casa continua internada em estado grave.

Prisão - Gilson foi perseguido e imobilizado por testemunhas, até a chegada de policiais do 12º BPM (Niterói), que impediram que ele fosse linchado pela população.
“Ele só parou de esfaquear a mulher porque foi agarrado e atingido na cabeça com um caixote”, disse um dos pedestres, que ficou chocado com a violência. Ferido, o metalúrgico foi levado numa ambulância para o Heal.

Violência - Segundo a família, o metalúrgico tem histórico de agressões contra a mulher. Separados há cerca de um mês, ontem, o casal teria marcado um encontro a pedido de Gilson, para uma consulta num psicólogo.
Casados há 18 anos, eles moravam no Boassu, em São Gonçalo, mas não tiveram filhos durante a relação. Gilson tem duas filhas com outra mulher e Leci tem um casal de filhos, frutos do primeiro casamento.

Brigas - De acordo com familiares, as constantes brigas teriam sido o motivo da separação. “Minha avó dizia que gostava dele e tentava viver com ele, mas não tinha como. Tinha vícios e gostava de beber além da conta. Além disso, batia nela, que já havia feito uma queixa na polícia”, disse uma das netas de Leci.

“Ele era ciumento demais e não deixava minha mãe trabalhar. Quando ela tentava fazer alguma coisa, ele brigava e xingava. Dizia que minha mãe estava o traindo. Fazia ameaças e dizia que iria matá-la”, disse Patrícia Nascimento, filha de Leci.

‘São homens que pensam que a mulher é propriedade’

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher em São Gonçalo, Marisa Chaves, repudiou o ato de violência em Niterói. “É inadmissível que, em pleno século 21, ainda vemos um ato de violência desse tipo. São homens que ainda pensam que as companheiras são objetos de sua propriedade. Vamos continuar lutando para coibir a violência contra as mulheres e fazendo apelo para que elas continuem fazendo denúncias”, ressaltou.

Em 2011 foram registrados cerca de 4 mil casos de violência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), em São Gonçalo.

 

 

 





<< Primeira < Anterior   [ 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10  ] Próxima > Última >>

Expediente | Anuncie Aqui | Trabalhe Conosco | Twitter | Comunidade no Orkut | RSS | Fale Conosco
©Copyright O SÃO GONÇALO - Todos os direitos Reservados

Ilhota Leste Comunicação