19 de Abril de 2014

Polícia
Enviado por Gustavo Carvalho e Marcela Freitas 27/2/2011 21:05:00

Cabo da PM atuou em dois grupos de extermínio

Lideradas por Rodrigo Rangel, o Rodriguinho, Wanderson Silva, o Gordinho
A ousadia do grupo de extermínio de São Gonçalo é tanta que eles mataram até o irmão de uma “colabora”, como eram chamados os ‘X-9’, pelo grupo. Através do inquérito que investiga a morte de Wesclei Pereira Mascarenhas, morto aos 17 anos, em 2003, os policiais do Núcleo de Homicídios da 72ª DP (Mutuá), conseguiram estabelecer uma ligação entre o bando liderado por Rodrigo Soares Rangel, o Rodriguinho, 27, e o grupo de Wanderson da Silva Tavares, o Gordinho, 34. O elo entre os dois grupos seria o cabo lotado no 12º BPM (Niterói), Alexsandro Hoffan Lopes, suspeito de ser um dos homens que entraram na casa do barbeiro Douglas Cabral Fidélis, 21, morto em março de 2007.

Uma das pessoas presas, que aceitou da Justiça o beneficio da delação premiada, foi quem entregou todo o esquema do grupo do cabo Lopes, que antes atuava como braço direito de Rodriguinho. Com a prisão do suspeito em 6 de junho de 2007, Lopes passou a integrar a quadrilha de Gordinho, preso no início de janeiro.

A testemunha contou que passou a integrar o grupo porque, após a morte do seu irmão, passou a ser ameaçada por Lopes, que havia jurado sua família de morte, caso ela não o ajudasse. Com o beneficio, o X9 passou a integrar o Programa de Proteção a Testemunhas.
“Tanto um grupo quanto o outro agia visando o financeiro, como uma empresa. Entretanto, o principal produto oferecido era a execução de pessoas. As investigações continuam com o objetivo de identificar outros integrantes e, consequentemente, reduzir o número de homicídios no município”, explicou o delegado Geraldo Assed, titular da 72ª DP.

Segundo policiais do Núcleo de Homicídios da 72ª DP (Mutuá), das 19 pessoas assassinadas pelo bando formado por civis e policiais militares, 15 foram sequestradas e as outras quatro mortas durante o pagamento do resgate, feito por familiares e amigos. Entretanto, segundo as investigações, esse número pode ultrapassar 100, já que a polícia encontrou indícios de conexão entre essas quadrilhas.

Rodriguinho e Lopes: mais de 100 mortes

Rodriguinho e Lopes são apontados como líderes de um grupo de extermínio responsável por cerca de cem homicídios no período de três anos em São Gonçalo. A área de atuação da quadrilha, que contava com a participação de policiais militares, civis e falsos policiais, eram os bairros de Nova Cidade, Trindade, Boassu, Itaúna, Luiz Caçador e Salgueiro. A quadrilha seria responsável por expulsar e executar traficantes da região, além de extorquir comerciantes através da cobrança de taxas pela segurança dos estabelecimentos.

As investigações sobre o grupo de Rodriguinho começaram, em março de 2007, e foi acompanhada com exclusividade por O SÃO GONÇALO. O bandido foi preso em 6 de junho, no bairro Apolo 3, em São Gonçalo. Além de todos os crimes pelo qual ele responde, seu grupo será indiciado, agora, pela morte de Wesclei em 28 de novembro de 2003.

Wanderson e Lopes são acusados pela polícia de agir na cidade desde 2008, quando fizeram a primeira vítima em outubro. Eles raptavam, extorquiam e matavam pessoas ligadas ao tráfico. A quadrilha exigia pagamentos de R$ 15 a R$ 50 mil em troca da liberdade das vítimas. Após várias rodadas de negociações, o valor caía e os criminosos pegavam o valor com os parentes das vítimas com a promessa que eles seriam entregues com vida, mas já haviam sido assassinados. O grupo passou a ser investigado quando em 13 de julho de 2010, os corpos de Rafael Dias de Miranda, 22 anos, e Diego Torres da Silva, 20, foram encontrados dentro de um rio, na localidade conhecida como Ipuca, no Jardim Catarina. Eles foram sequestrados dois dias antes da execução na Rua Cuiabá, na Trindade. Lopes foi preso em 11 de setembro do mesmo ano





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