27 de Novembro de 2014

Polícia
Enviado por Brisa Grilo 6/3/2010 22:19:43

Três mortos e mulher baleada em represália de traficantes

Dois dias depois da prisão do acusado de ser o gerente do tráfico do Morro do Castro e de mais três suspeitos de integrar o movimento, um ataque covarde, coordenado por sete traficantes, resultou no sequestro e execução de dois homens, encontrados carbonizados em uma van intermunicipal. A cerca de 500 metros de distância, meia hora depois, os bandidos atiraram contra um casal de comerciantes. O homem foi levado do local e encontrado morto dentro do seu carro, na tarde de sábado (6), na Ladeira do Quebra, na subida do Morro do Castro. Sua mulher se salvou ao simular que estava morta. Agentes do Serviço de Inteligência (P-2) do 7º BPM (São Gonçalo) apuram se há conexão entre os crimes.

O primeiro ato de represália ocorreu às 6h, quando uma van intermunicipal foi estacionada na Travessa João Brandão, em Sete Pontes. Segundo moradores, sete homens desceram do veículo, fortemente armados, dispararam mais de 20 vezes nos dois ocupantes e terminaram por incendiar completamente o veículo.

Partes da lataria da van nas tonalidade azul e vermelha, além da inscrição de gratuidade nas poltronas amarelas, indicam que ela seria intermunicipal. Uma moradora disse que, assim que a labareda se formou, ela teria visto uma referência à linha Maricá-Niterói. A placa, KUG-3385, não consta na lista de concessões feitas pelo Departamento de Transportes do Estado do Rio de Janeiro (Detro).

O rádio toca-fitas não foi roubado e a lataria não possuía qualquer marca de tiro. Um dos corpos foi encontrado próximo à saída lateral da van e o outro atrás do banco do motorista. A posição dos braços leva a crer que estivessem amarrados por fios.
“Quem ateou fogo à van tinha conhecimento do local, sabia que aqui é tranquilo e estaria deserto. O ponto em que foi deixada também é interessante, porque lhes dá duas rotas de fuga: pelo mato; em poucos minutos chega na rodovia; e por cima, através de uma trilha que desemboca no Morro do Castro”, contou um morador.

O suposto elo de ligação entre os crimes está sendo investigado. “Estamos buscando o elemento de conexão entre um caso e outro. A proximidade e o número de criminosos, em ambas as situações, nos mostram que se trata da mesma ação que, pelo histórico, veio em represália à prisão do gerente do tráfico local, na quinta-feira. Não sabemos ainda se isso foi uma cobrança ou vingança”, explicou um policial do 7º BPM, acrescentando que os traficantes podem ter confundido as vítimas com informantes.

Os corpos encontrados na van só serão identificados a partir de exames de DNA.

Emboscada covarde

Após o incêndio e o duplo homicídio em Sete Pontes, o grupo de sete homens ficou de tocaia na Rua 21 de Abril, no Morro do Castro. Ao saírem de casa, o comerciante Cláudio Luiz Alves, de 46 anos, e sua esposa, de 45, foram rendidos. A última coisa que o comerciante disse foi a hora de sua morte: 6h30.
“A vítima contou que eles chamaram seu marido e lhe perguntaram a hora. Quando ele se virou, todos os sete atiraram contra eles. A maioria dos tiros pegou o marido, ela foi ferida de raspão”, disse um policial.

Fingindo estar morta, a mulher viu os criminosos decidirem roubar o carro da família. O Citroën preto, estacionado, estava com o pneu furado. O Corcel branco foi a saída encontrada. Quebraram o vidro e tentaram fazer o carro pegar, com dificuldade. O corpo de Cláudio seguiu dentro do carro e só foi encontrado às 15h, abandonado dentro do veículo.
“Não conseguimos entender como isso aconteceu. Não havia motivo para eles estarem tão cedo na rua, uma vez que só abriam a mercearia às 9h. Então, acredito que alguém os tenha atraído para fora. Da mesma forma não dá para entender porque pegar o Corcel, que é à álcool e engasga, difícil de pegar. Não havia intenção de roubo”, contou um parente das vítimas.

Baleada, a esposa do comerciante conseguiu chegar ao Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, em Niterói, após se esconder no meio do mato, aproveitando a distração dos bandidos. O casal morava há 25 anos em Sete Pontes. A mulher adiantou que não vai voltar para casa.


Prisões de comparsas teria motivado ataques


Apontado pela polícia como gerente do tráfico de drogas do Morro do Castro, em São Gonçalo, Jhonny de Oliveira, o Jhonny do Castro, de 21 anos, foi localizado a partir de informações repassadas pelos próprios comparsas, detidos minutos antes, na última quinta-feira (4).

Marcelo dos Santos Fernandes, de 21 anos, e dois menores, de 15 e 17, foram encurralados em um barraco, na Avenida Brasil, e acabaram se entregando. Eles delataram Jhonny, que estava escondido em uma casa na mesma via. Três pistolas (duas calibre 380 e uma nove milímetros) foram apreendidas com os acusados.

Segundo testemunhas, os sete criminosos que participaram dos ataques de ontem, em Sete Pontes e no Morro do Castro, estavam armados com pistolas.
 





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