30 de Outubro de 2014

Polícia
Enviado por Adriana Bernardo 12/3/2014 21:59:26

Menor acusado de roubo é amarrado por ‘justiceiros’

Menos de um mês após o jovem Magno Nogueira Conceição ser capturado, amarrado e agredido por ‘justiceiros’ sob suspeita de furtar uma televisão e um botijão de gás no Jardim Catarina, a população voltou a fazer ‘justiça com as próprias mãos’, dessa vez, em Niterói.

 
Acusado de assaltar duas mulheres na saída de uma academia, na Rua Lopes Trovão, no Jardim Icaraí, Zona Sul de Niterói, um menor de 17 anos foi preso por populares, na Travessa Doutor César Cople, e teve as pernas amarradas com uma tranca de bicicleta até a chegada da polícia. 
 
O analista de sistemas Luiz Adílson, 36, que mora num prédio próximo ao local onde o jovem foi detido, assistiu a ação pela janela do apartamento. 
 
“Era por volta das 22h30 quando escutei gritos na rua. Fui à janela e vi um taxista e um outro homem imobilizado um rapaz com algo parecido com uma corda”, recorda.
 
De acordo com policiais da 77ª DP (Icaraí), para onde o adolescente foi encaminhado, dois menores de bicicleta roubaram os pertences de duas mulheres. 
 
As vítimas começaram a gritar e foram socorridas por um homem que saia da academia e conseguiu deter um deles. O aluno da academia e um taxista ficaram segurando o adolescente até a chegada da Polícia Militar, que conduziu todos até aquela unidade policial. O menor foi autuado por fato análogo ao crime de roubo. Ele foi encaminhado para exame de corpo de delito no IML e, em seguida, para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
 
Este foi o quarto caso de justiçamento no estado esse ano. Em 23 de janeiro, um homem acusado de praticar roubos foi executado com um tiro na cabeça, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Em fevereiro, um jovem de 15 anos foi espancado e preso a um poste, no Flamengo, Zona Sul do Rio, por jovens que o acusavam de cometer furtos na região. No dia 19 desse mesmo mês, O SG publicou com exclusividade a história de Magno Nogueira da Conceição, linchado após cometer furtos no Jardim Catarina. 
 
Nas ruas, as opiniões sobre a ação de ‘justiceiros’ estão divididas.
 
O aposentado Flávio Pereira, 66, morador do Jardim Icaraí há dois anos, comentou que é totalmente contra o que vem acontecendo nas ruas.
 
“Escutei a gritaria e desci para ver o que era. O rapaz já estava imobilizado e tinha gente querendo bater. É uma sensação muito ruim. Para mim, um erro não justifica o outro”, declarou.
 
“Sou contra bater, linchar e qualquer ato de violência, agora prender até a polícia chegar sou a favor, senão eles fogem”, declarou a aposentada Valéria Vasconcelos, 67, que também mora no bairro. 





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