17 de Maio de 2012

Esporte
Enviado por Leonardo Barros 23/4/2011 18:42:13

Na busca por novos talentos no handebol

Tarde ensolarada no bairro Nova Cidade, em São Gonçalo. Na quadra, de terra batida, meninas e meninos correm com a bola de handebol nas mãos, contrariando os que dizem que jovens brasileiros só gostam de futebol. Do lado de fora, a professora de educação física orienta seus alunos, que sempre param ao seu lado para fazer perguntas. Essa é a rotina da ex-jogadora da Seleção Brasileira de handebol, Zezé Sales, que está se dedicando à busca de novos talentos e à formação de cidadãos. Há um ano, a atleta comanda um projeto social para as crianças do bairro onde nasceu e foi criada, além de divulgar uma nova modalidade: o handebol de praia.

Na extensa carreira dentro das quadras, Zezé acumulou muitas conquistas pelo Clube Mauá de São Gonçalo (onde atuou de 1985 a 2007) pela Seleção Brasileira indoor (por 19 anos) e de praia, seu novo projeto. Na equipe gonçalense foram três ligas nacionais e 24 campeonatos estaduais. Pelo Brasil indoor, o Pan-Americano de 1999, em Winnipeg, no Canadá, além de ter jogado os Jogos Olímpicos de Sidney, na Austrália, em 2000. Na praia, dois mundiais conquistados: Alemanha (2005) e Brasil (2006).

Apesar da evolução do esporte no Brasil, principalmente com o ciclo olímpico, Zezé ainda acredita que alguma coisa pode melhorar.
“Os esportes olímpicos vivem de títulos e isso acaba trazendo mais apoio, mais patrocinadores. O que defendemos é a continuidade do trabalho, pois não há como formar um atleta em apenas um ano, o que acontece muito na véspera das Olimpíadas. Nos outros anos, o atleta fica sem apoio, sem ter como bancar o seu treinamento de alto nível. Por isso, esse ciclo olímpico tem que deixar esse legado para os brasileiros”, contou Zezé, que depois de vencer o Pan de Winnipeg, percorreu as ruas de São Gonçalo em um carro do Corpo de Bombeiros.

Divulgando o handebol de praia pelo mundo, Zezé, que faz parte da comissão técnica da Seleção Brasileira da categoria, acredita na evolução do esporte e gostaria de vê-lo nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.
“O esporte ainda caminha e, por não ser olímpico, ainda não tem muitos patrocinadores. Tenho uma equipe, a Z5 (em referência ao número que usava quando jogava nas quadras). Eu e minhas amigas jogadoras nos reunimos para jogar todo ano, mesmo sem receber salário por isso. É por amor mesmo. Temos bons resultados e queremos muito mais”.

Nova Fase – Há um ano, Zezé realizou o sonho de conseguir montar um projeto social para 300 crianças de Nova Cidade e região. Nas conversas, conselhos baseados em suas experiência como atleta. O início da carreira foi em São Gonçalo. Ao acompanhar a irmã, Zezé escolheu o handebol, depois de passar pelo basquete e judô.
“Na época que comecei a jogar, era muito mais difícil. Explico isso para eles e tendo passar a minha experiência nesse sentido”, contou Zezé, que também foi comentarista da TV Globo, no Pan-americano de 2007, no Rio de Janeiro.





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