30 de Julho de 2010

Coluna do Picciani
Enviado por Jorge Picciani 2/11/2009 01:38:46

Passaporte para o futuro

O Brasil vive um momento extraordinário em relação à economia. Superada a crise econômica, a perspectiva é que ano que vem venhamos a crescer 5%. E o Estado do Rio não apenas vai acompanhar este movimento como também vai crescer ainda mais. Como? Com muito trabalho, alinhamento de objetivos e autoconfiança.

Na comemoração pela vitória na disputa para sediar as Olimpíadas de 2016, o presidente Lula disse que “estávamos deixando de ser um país de segunda classe para ganharmos cidadania internacional”. Esta percepção de nivelamento de condições perante países mais desenvolvidos, porém, não é apenas do presidente Lula. É reflexo de uma série de medidas tomadas e que têm seguido o caminho do consenso e da união de esforços em prol de objetivos comuns.

A projeção e a visibilidade internacional que o país conquistou nos últimos anos pela solidez de nossa economia contribuiu sobremaneira para ganharmos a disputa. Desde o início dos anos 80, as escolhas das cidades-sede pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) têm buscado privilegiar países e continentes que venham se destacando no cenário internacional. Seul, na Coreia do Sul, era na época uma potência emergente dos Tigres Asiáticos. Sidney, na Austrália, se destacava em termos da economia e da política internacionais. Barcelona, na Espanha, idem. Mais recentemente, a China também atravessava um período de pujança. Quando o comitê escolhe o Brasil, reconhece que nossa hora é esta, que estávamos preparados e conseguimos apresentar um projeto consistente que uniu as três esferas de Poder por um objetivo comum.

É o momento de olharmos para a frente e aproveitarmos este impulso para melhorarmos a vida da população. A quantidade de investimentos que deverão ser feitos em infra-estrutura, segurança, saneamento, transportes, educação/capacitação são permanentes e compõem o legado olímpico. No que depender do Poder Legislativo do Estado, vamos trabalhar com empenho para que as leis que ajudarão a sedimentar o caminho sejam aprovadas em tempo e que os investimentos previstos se realizem.

Está na hora de aproveitar este passaporte entregue ao país e utilizarmos nossa “cidadania internacional” para sonhar grande e deixar às próximas gerações mais do que a memória de um evento, um novo Rio de Janeiro.

Jorge Picciani é presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (www.jorgepicciani.com.br)



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