Pré-vestibular social abre inscrições no Jardim Catarina

Coletivo oferece 50 vagas

Enviado Direto da Redação
>> O coletivo ‘Nós por Nós’ oferece 50 vagas no Jardim Catarina

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Foto: Divulgação


Estão abertas as inscrições para o Pré-Vestibular Comunitário “Nós por Nós” - Por uma Educação Emancipadora nas Periferias, que funciona no Jardim Catarina. São 50 vagas voltadas a quem deseja ingressar no ensino superior.


Os interessados devem preencher o formulário no link https://goo.gl/ forms/7IJnYC2NuFLhbcBh2. Para garantir a vaga, é necessário comparecer à aula inaugural do curso, que está prevista para o final de fevereiro.


As aulas serão ministradas aos sábados das 8h às 19h20, no Colégio Estadual Trasilbo Filgueiras, que fica na Rua Saint Diniz. A grade engloba as seguintes disciplinas: Gramática, Redação, Literatura, Espanhol, História, Geografia, Sociologia, Filosofia, Matemática, Física, Química e Biologia. O projeto é mantido por uma taxa de contribuição de R$30, utilizada para o pagamento de transporte dos professores, lanche, entre outros gastos.


Ativo há três anos por meio de trabalho voluntário, o pré-vestibular é administrado pelo coletivo “Nós Por Nós”. O grupo é formado por 12 jovens negros, ex-alunos do Trasilbo Figueiras, que desenvolvem atividades de cunho educacional e cultural.


“A população negra compõe mais da metade da população, mas isso não se reflete na universidade. Além de oferecer o conteúdo para as provas, o pré-vestibular também se propõe a desenvolver o senso crítico desses alunos. Ainda temos um ensino sob uma ótica que exclui a história afro-brasileira e indígena, o que acaba reforçando a desvalorização da favela e a forma negativa como a pessoa preta é vista. Quando a gente cria essa consciência no estudante, certamente ele vai trazer retorno para a própria comunidade.


A estudante Lia Santos integrou a turma de 2017 e soube, na última sexta, que passou para o curso de Ciências Sociais na Uerj.


“Lembro que, no primeiro dia de aula, houve um debate sobre a dificuldade da população negra de ingressar no ensino superior. Eu não sabia, fiquei chocada, e aquilo me motivou ainda mais a bater de frente com esse sistema. Eu sabia que, devido às minhas condições financeiras, eu só poderia ascender por meio do estudo”, avalia a jovem de 23 anos. E ser aprovada não foi fácil, ela admite: “No projeto não é apenas uma aula, e sim todo o apoio e orientação dos professores. Me organizei para me dedicar de verdade, em casa e gastando menos tempo na internet”, ressalta.


Mais informações sobre as inscrições estão disponíveis na página do coletivo (https://www.facebook.com/npnjc/).



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