Acusado de matar comerciante no Pita, em São Gonçalo, é preso

Crime aconteceu no dia dos namorados deste ano

Enviado Direto da Redação
Lúcio Flávio (E) foi executado de joelhos, com um tiro na cabeça à queima roupa, dado pelo acusado, Douglas Oliveira, o ‘Cavalinho’

Lúcio Flávio (E) foi executado de joelhos, com um tiro na cabeça à queima roupa, dado pelo acusado, Douglas Oliveira, o ‘Cavalinho’

Foto: Divulgação

Por Thuany Dossares

Após 90 dias de angústia, a viúva de Lúcio Flávio Pereira de Rezende, a comerciante Renata Rezende, de 37 anos, teve ontem a notícia que mais aguardava receber ultimamente: o acusado da morte de seu marido foi preso. Douglas Lopes da Silva Oliveira, o Cavalinho, de 31 anos, foi capturado em flagrante por policiais militares por tráfico de drogas e porte ilegal de arma, no último dia 23 de agosto, na Central do Brasil, no Rio, e na delegacia constataram os mandados de prisão em aberto por homicídio qualificado e roubo majorado.

Na noite do Dia dos Namorados, quando muitos casais estavam comemorando, Renata foi testemunha da morte do marido, dentro do comércio deles, no Pita, em São Gonçalo.

“Ele não foi preso especificamente pela morte do meu esposo, mas de qualquer forma, ele preso pagará agora também por isso. A prisão dele me fez enxergar uma luz no fim do túnel. Foi um crime absurdo e eu presenciei tudo, foi muito chocante. Sei que nada traz meu esposo de volta, mas sinto um alívio muito grande”, desabafou a viúva.

Passado os primeiros dias do crime, Renata encarou o luto e pessoalmente tentou auxiliar a polícia a fazer justiça. Ela e seu cunhado, Jefferson Gomes, fizeram mais de 15 mil cartazes e prospectos com fotos de Cavalinho e o número do Disque-Denúncia (2253-1177). E saiam distribuindo pelas ruas de diversos bairros de São Gonçalo, comércios, prédios e até mesmo dentro de comunidades.

“Eu não tinha mais o que fazer a não ser correr atrás, mesmo que eu precisasse me expor. Tirei coragem de onde eu nem sabia que tinha para poder tentar acelerar a justiça. Medo todo mundo tem, mas ele já tinha tirado o que eu mais tinha de valor na vida. Ele desestruturou a minha família, tirou o pai dos meus filhos, me tirou meu porto seguro, meu amigo e companheiro de quase doze anos, eu não tinha mais o que perder. A minha vontade de vê-lo preso, foi maior do que qualquer outra coisa, eu queria justiça. Entrei também em mais de 200 grupos no Facebook e publicava as fotos. Fazia isso na esperança das pessoas reconhecerem ele e saberem o quanto ele era perigoso. E assim nos ajudariam com informações. Não foi dessa maneira que ele foi preso, mas mesmo assim, eu tenho a sensação de dever cumprido. Era o mínimo que eu poderia fazer pelo meu marido”, falou.

Investigação - O assassinato de Lúcio Flávio estava sendo investigado pela Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), que foi quem solicitou a justiça os mandados de prisão por homicídio qualificado e roubo majorado contra Cavalinho.

“Foram crimes separados, ele não matou a vítima para roubar. O acusado estava no estabelecimento consumindo, houve uma discussão e ele foi no carro, pegou a arma e voltou, mandando o Lucio ajoelhar e o matou. Aproveitando que a vítima já estava morta, ele roubou o dinheiro do estabelecimento e pertences da vítima”, explicou a diretora da DH, Barbara Lomba.

A delegada também comemorou a prisão. “A prisão não foi nossa, mas foi uma ótima prisão. É uma prisão importante para a região toda, ele era de São Gonçalo e cometia outros crimes também, é alguém já com antecedentes criminais que foi tirado das ruas”, disse.

Recordando - No dia 12 de junho, o comerciante Lúcio Flávio Pereira de Rezende, de 37 anos, foi assassinado por não aceitar vender fiado em sua lanchonete, localizada na Rua Doutor Pio Borges, no Pita, em São Gonçalo. O estabelecimento era um antigo sonho da vítima e de sua esposa, e havia sido inaugurado apenas três meses antes do crime.

Um mês após a execução, o Portal dos Procurados, através do site Disque Denuncia, liberou uma recompensa de R$ 1 mil para quem ajudasse a localizar Cavalinho. O acusado já tinha oito anotações criminais. Ele havia saído da Cadeia Pública Patrícia Acioli, em Guaxindiba, em dezembro de 2016 e ao conquistar a liberdade voltou a cometer outros crimes.

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