PM morto em Niterói é enterrado em São Gonçalo

Comandante do 12ºBPM (Niterói) promete respostas

Enviado Direto da Redação
Sepultamento do cabo Diogo foi acompanhado por mais de 200 pessoas no Parque Nycteroy

Sepultamento do cabo Diogo foi acompanhado por mais de 200 pessoas no Parque Nycteroy

Foto: Filipe Aguiar

Por Marcela Freitas

Os mais de 30 tiros na lataria do carro que tiraram a vida do cabo da Polícia Militar Diogo Bernardo Alcântara, de 34 anos, atingiram em cheio sua família, amigos e corporação. O enterro foi acompanhado por mais de 200 pessoas, na manhã de ontem, no Memorial Parque Nycteroy.

O comandante do 12º BPM (Niterói), Marcio Rocha, disse que fará ações constantes até que os autores sejam identificados. Um carro Renault Fluence, que pode ter participado da ação e foi apreendido no Pé Pequeno, em Niterói, já foi periciado pela Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG).

“Fizemos uma operação logo após o crime, onde prendemos mais de dez pessoas, quatro pistolas, drogas e dois veículos. Dentre eles, um que, muito provavelmente, pode ter participado da ação. Foi feita a perícia e esperamos que tenha um resultado para facilitar a investigação. Continuamos operando até que possamos identificar os autores e prendê-los”, afirmou.

Muito emocionado, o coronel falou da perda irreparável de Diogo. “Para nós é um momento de dor e consternação. Perdemos um homem ombreado. Neste momento, peço a Deus que conforte seus familiares e amigos”, afirmou Rocha.

Um tio de Diogo fez um discurso emocionado sobre as dificuldades de ser policial no Rio. “Não temos governantes. Os policiais estão largados a própria sorte enquanto os bandidos têm a lei a seu favor. Hoje, o militar trabalha com armas e coletes que não funcionam. A lei nesse país só serve para vagabundos. Os cidadãos de bem, como meu sobrinho, estão sendo enterrados”, lamentou.

Recordando – Diogo foi morto em São Francisco, na manhã de sábado, logo após deixar seu posto de trabalho no Largo da Batalha, em Niterói.

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