Janeiro registra recorde de tiroteios no Rio de Janeiro

Uma média de 22 disparos por dia foi registrada pelo aplicativo Fogo Cruzado

Enviado Direto da Redação
Operação da PM no Laranjal

Operação da PM no Laranjal

Foto: ALEX RAMOS

O primeiro mês do ano de 2018 registrou uma média de 22 tiroteios ou disparos por arma de fogo por dia na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. É o que apontam os dados do aplicativo Fogo Cruzado, um mapa colaborativo que analisa a violência nos municípios fluminenses. Ainda faltavam dois dias para a conclusão de janeiro, quando a plataforma bateu o recorde de registros desde que começou a funcionar, em julho de 2016.


Nos 29 dias de janeiro de 2018, o Fogo Cruzado contabilizou 688 ocorrências, mais da metade do que as coletadas no mesmo período do ano anterior. Em janeiro de 2017, o aplicativo somou 317 registros e a média diária de 2017 foi de 16 disparos ou tiroteios por dia.


São Gonçalo e Niterói estão no topo do ranking dos municípios com maior registro, perdendo apenas para a Capital do Estado, que soma 417 tiroteios ou disparos. São Gonçalo aparece em segundo, com 69 notificações, seguido por Niterói, que tem 46.


O mapa online também identificou 146 mortes e 158 feridos devido à arma de fogo neste mês. Destes totais, 11 mortos e 31 feridos eram agentes de segurança. No ano passado, o mês de janeiro registrou 115 mortos e 141 feridos, entre os quais 21 e 19 eram agentes de segurança, respectivamente.


Campeão – O Jardim Catarina é o bairro de São Gonçalo com maior índice de tiroteios e disparos por arma de fogo, segundo dados do Fogo Cruzado.


De um total de 69 registros no município, o Jardim Catarina é responsável por 11, seguido por Salgueiro, que tem seis, e Rocha, com cinco. O top 10 de São Gonçalo conta ainda com: Jóquei (4), Rio do Ouro (3), Tribobó (3), Coelho (2), Marambaia (2), Mutuá (2) e Pacheco (2).


No período analisado, o aplicativo identificou 34 mortes e 14 pessoas feridos por arma de fogo. Do total de 69 de disparos, somente 13 tiveram acompanhamento policial.


Fogo Cruzado – Além das notificações enviadas pelos usuários via aplicativo, o banco de dados também considera informações compartilhadas em redes sociais e publicadas pela imprensa e canais vinculados a autoridades policiais. (Elena Wesley)

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