Três acusados de matar Policial Militar em São Gonçalo são presos

Outros cinco criminosos estão foragidos

Enviado Direto da Redação


Preso por policiais do 7ºBPM (SG) na quarta-feira, junto com mais dois suspeitos de tráfico, no Complexo do Pira, Leonardo Rodrigues da Silva Antão, o Leleti, confessou envolvimento no assassinato do soldado PM Ivanderson da Silva Pinheiro, 38. O militar foi executado durante uma tentativa de assalto, no Mutuá, em São Gonçalo, no início da manhã de quarta-feira.


Além de Leleti, também irão responder pelo latrocínio (roubo seguido de morte) Matheus Cardoso Alves da Silva, o MT, e Douglas Fernando da Silva, o Buldogue, que também foram presos logo após o crime. De acordo com a apuração da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), Buldogue pilotava uma motocicleta, e Leleti estava na garupa, sendo o responsável pelo disparo que matou Ivanderson. Já MT seria um dos ocupantes de uma caminhonete S10, usada para fechar a Avenida Paula Lemos, por onde o PM passava de carro, para os criminosos fizessem um ‘arrastão’.


O delegado Leonan Calderaro, responsável pelo caso, falou que outros cinco criminosos que estariam envolvidos no crime, estão foragidos. “Participaram do crime oito bandidos, dois na moto e seis no carro. As investigações irão continuar para tentar identificarmos e pedirmos a prisão dos outros”, esclareceu.


Acusados podem pegar 40 anos

Segundo o delegado Leonan Caderaro, os três acusados irão responder, além do latrocínio consumado, por latrocínio tentado, contra o PM da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Caju que estava com o soldado, e por tráfico de drogas e associação ao tráfico, devido ao material que foi encontrado com eles por militares do 7ºBPM. Somadas as penas de cada crime, eles poderão ficar cerca de 40 anos na cadeia. 


O Portal dos Procurados do Dique-Denúncia divulgou ontem o cartaz "Quem Matou?", oferecendo uma recompensa de R$ 5 mil para quem ajudar a polícia a prender os envolvidos no assassinato de Ivanderson. 


Recordando -  O soldado Ivanderson da Silva Pinheiro, 38 anos, lotado no 7ºBPM (São Gonçalo), foi morto durante tentativa de assalto, na Avenida Paula Lemos, no Mutuá, em São Gonçalo, no início da manhã de quarta-feira. Ele foi o primeiro policial militar morto este ano.


Segundo investigações, o policial seguia em seu carro, pela via, em companhia de outro militar lotado na Unidade de Policia Pacificadora (UPP) do Caju, quando percebeu uma picape S10 parada à frente, com bandidos que tentavam realizar um ‘arrastão’. O policial furou o bloqueio e os criminosos atiraram.


Enterro - O corpo do soldado foi sepultado, ontem, no Memorial Parque Nycteroy, em Vista Alegre.

Aproximadamente 400 pessoas, entre familiares, amigos e colegas de farda participaram da cerimônia de despedida do soldado. Com honras militares, o cortejo aconteceu sob forte clima de revolta e comoção. No momento em que o caixão foi posicionado para o enterro, a esposa do policial, que não teve a identificação revelada, desabafou e agradeceu "a Deus pelo homem que Ivanderson foi durante a vida".


"Não era isso que queríamos para ele. Mas obrigado Deus por me mandar um homem tão bom. Um homem que não se corrompia, que não aceitava coisas erradas. Obrigada Deus", disse emocionada.


Em forma de homenagem, amigos do soldado confeccionaram uma camisa com a foto do militar e uma passagem bíblica que dizia:


"Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus".



Entre as autoridades presentes no enterro estava o comandante do 7ºBPM, Tenente Coronel Marcos Lima.


(Thuany Dossares e Thiago Soares)


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