Bairros de São Gonçalo têm novas barricadas a cada dia

Centro e Porto Velho integrados à lista de denúncias

Enviado Direto da Redação
>> Na Rua Laudelino Freire, em Jardim Bom Retiro, moradores convivem com ameaças diariamente

>> Na Rua Laudelino Freire, em Jardim Bom Retiro, moradores convivem com ameaças diariamente

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Desde que começou a ser divulgado, o canal “Tem Barricada Aí?” já recebeu denúncias de moradores de mais de 30 bairros de São Gonçalo, além de reclamações de Niterói. Com os novos relatos, dois novos bairros foram integrados à lista de denúncias que, em breve, será divulgada em formato de mapa aos leitores de O SÃO GONÇALO: Centro e Porto Velho.


“A barricada já deve ter mais de três anos. A área é toda controlada pelo tráfico”, contou um morador da Rua Castro Neri, no Centro. O endereço faz parte do Morro Menino de Deus, atualmente dominado pela facção Comando Vermelho (CV). Apesar da relativa proximidade com o Centro da cidade, os traficantes não se sentem intimidados, de acordo com os moradores.


Situação semelhante acontece na Rua Martins Baião, no Porto Velho, onde barricadas foram instaladas por criminosos há quatro semanas. A rua faz esquina com a principal do bairro, a Rua Doutor Alberto Torres, na altura da fábrica Coqueiro.


Em grande parte destes locais, mais do que os prejuízos causados indiretamente aos cerca de 400 mil moradores devido a ruas interditadas, as barricadas vêm acompanhadas de constantes ameaças de traficantes fortemente armados, seja à própria população local, seja a visitantes.


É o caso de um morador da Rua Manoel Bandeira, em Tribobó. “A cem metros da barricada, homens ficam armados diariamente com fuzis e pistola e ameaçam todos que entram na rua de carro”, relatou.


O mesmo acontece na Rua Laudelino Freire, no bairro Jardim Bom Retiro, onde reclamações foram enviadas por diferentes denunciantes. Segundo os relatos, há cerca de quatro meses, traficantes chegaram a utilizar uma retroescavadeira para fazer as interdições com aterro em, pelo menos, quatro ruas próximas ao endereço. 


“A situação só piora. Em cada esquina, fica um olheiro com ‘radinho’ do tráfico. O comércio também está muito prejudicado. Às vezes, às cinco ou seis da manhã, já ouvimos tiros. Já iniciamos o dia com medo”.





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