Justiça anula testamento que dava fortuna à mulher do ganhador da Mega-Sena

Milionário foi morto a tiros em 2007

Enviado Direto da Redação
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Foto: Fabiano Rocha



Adriana Ferreira de Almeida, viúva do milionário da Mega-Sena, Renne Sena, sofreu um grande revés na Justiça. A 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu anular o último testamento do milionário, morto a tiros em 2007, que beneficiava a ex-cabeleireira.



Condenada a 20 anos de prisão em 2016, ela cumpre a pena em regime domiciliar. A herança superior a R$ 100 milhões é disputada por Adriana e pelos 11 irmãos do ex-lavrador de Rio Bonito. De acordo com o documento anulado, a fortuna de Renne Senna seria dividida em 50% para Adriana e outros 50% para a única filha do milionário. Os irmãos do ganhador de R$ 52 milhões em 2007 entraram na Justiça, pedindo a anulação do testamento e solicitaram a leitura do testamento anterior, que dividiria a herança em 50% para a filha e o restante seria dividido em diferentes percentuais entre eles. A defesa dos familiares de Renne alegou que o testamento que beneficiava Adriana foi produto de uma fraude.



O crime - Renne Sena foi assassinado a tiros na manhã de 7 de janeiro de 2007, em Rio Bonito. O ex-lavrador estava sentado em uma mesa de bar, quando dois homens encapuzados chegaram numa moto e efetuaram os disparos. O milionário morreu na hora. A viúva foi acusada pela filha e pela irmã da vítima, Renata de Almeida e Jocimar da Rocha, respectivamente, de ser a mandante da execução. De acordo com o Ministério Público, Adriana teria ordenado a morte após o milionário desconfiar de uma suposta traição e dizer que iria excluir a ex-cabeleireira do testamento.



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