Ciência é vida

Enviado Direto da Redação

Hoje é um dia que deve ser muito festejado e visto como um clarão no desenvolvimento humano pela busca de conhecimentos mais específicos e aprofundados sobre sua existência: é o dia dos cientistas da vida. O dia daqueles que se dedicaram - e ainda se dedicam quando mentes abertas lhes dão apoio - a se debruçar em pesquisas que versam sobre o bem da humanidade, procurando desvendar um tanto dos muitos mistérios da vida: hoje é dia do biólogo.


Embora seja uma data de aniversário estipulada somente no século XX, em 03 de setembro de 1979; sua história vem de muito longe, vem de inteligências que pisaram o chão de épocas vividas antes de Cristo. É uma longa história, da qual pinçaremos alguns nomes que foram fundamentais e imprescindíveis para que o estudo sobre a vida chegasse no ponto em que chegou neste nosso século.


Começo minha viagem pela antiguidade grega, chamando por Aristóteles, que, além de filósofo, foi o autor de reconhecidas obras naturalistas, documentando cerca de 500 amostras de plantas e animais, quatro séculos antes de Cristo. Para Aristóteles, conhecer a natureza era de suma importância para se conhecer a humanidade. Ele não era exatamente um biólogo – não havia ainda esta formação, mas uma mente brilhante e um cientista nato.


As ideias, os modelos e as experiências praticadas por ele ajudaram a moldar a história natural e seu trabalho sobre a classificação dos seres vivos foi revolucionário. O sistema de classificação de Aristóteles, chamado “Escada da Vida”, esteve em voga até o século XIX, já que foi ele o primeiro a reconhecer as relações entre as espécies e a organizá-las por suas semelhanças.


Da antiguidade grega, vamos saltar para o ano de 1851e viajar a bordo do navio Beagle com Charles Darwin, numa jornada de cinco anos, cujo conhecimento adquirido mudou totalmente a história da humanidade. Depois de longo tempo de pesquisa pelos mares do novo mundo, o jovem naturalista Darwin escandaliza a sociedade ao declarar, em sua célebre obra “A Origem das Espécies”, que todas as espécies evoluíram com base na seleção natural, inclusive o homem.


Apropriaram-se da descoberta, a biologia e o pensamento moderno, em diferentes áreas do conhecimento. Especialistas em história da ciência são unânimes em dizer que, até hoje, a lei de Darwin se impõe: o mercado de trabalho estimula a competição e é a lei do mais adaptado que sobrevive, já que a flexibilidade no ambiente de trabalho determina o profissional mais qualificado. Darwin foi o mais famoso naturalista de todos os tempos. Sua contribuição para a biologia e a ciência é extraordinária.


Nossa próxima parada é na República Checa, nos jardins de um mosteiro junto ao cientista Gregor Johan Mendel. Estudando a reprodução das ervilhas, Mendel viu que uma espécie se reproduzia mais rapidamente e com características marcantes, favorecendo a identificação dos genes. O jardim do mosteiro checo, então, abriu as cortinas para a descoberta da hereditariedade. Hoje, esta teoria é o sustento de projetos como decodificação do genoma humano e a constante seleção artificial de alimentos.


Assim, a teoria de Mendel e a teoria da seleção natural de Darwin solidificaram a base doentendimento atual sobre o que é a evolução da vida. Além dos pilares da história da biologia aqui citados, há uma plêiade de outros cientistas que deram suas vidas aos estudos, no sentido de melhorarem a qualidade de vida da terra, solidificando os conhecimentos que minimizaram certos sofrimentos e erradicaram outros.


Louis Pasteur, mais um dos bastiões da ciência, que dedicou sua vida aos estudos de química e microbiologia e revolucionou a luta dos seres humanos contra os micróbios, dizia que nos campos da observação, o acaso favorece apenas as mentes preparadas. Diante disto tudo, muito me entristece ver que em plena época em que o mundo se volta para a ciência, oferecendo aos estudiosos todas as condições para realizarem um trabalho sério e consciente, nosso país se vê engessado por cortes de verbas para este fim. Ainda tenho esperança de que este quadro mude, apesar de saber que é muito bom ter esperança, mas é muito ruim depender dela. Tomara que a lucidez retorne às mentes obstruídas deste nosso país.

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