17 de Setembro de 2014

Recado da Professora
Enviado por Marlene Salgado de Oliveira 2/11/2013 18:39:43

EUREKA! EUREKA!!!

Você já pensou em viver num mundo sem luz elétrica, sem telefone, sem fogão a gás, sem geladeira, sem liquidificador, sem carro, sem trem, sem avião, sem rádio, sem televisão, sem antibiótico, sem equipamentos médicos que ajudam a detectar, com mais precisão e rapidez as doenças, a fim de curá-las? E sem garfo e faca? E sem as lentes e os óculos? E sem computador e Internet? Pois é! Seria difícil, não? No entanto, muita gente já viveu assim. Hoje, é inimaginável não ter à mão um celular ou até dois, e outras tantas coisas que facilitam e alegram a vida. Tudo isto pôde acontecer porque alguém, um dia, resolveu inventar ou descobrir algo novo. Exatamente para incentivar as pessoas a terem ideias para tornar o mundo melhor e mais confortável, o alemão Gerhard Muthenthaler idealizou o Dia do Inventor – 04 de novembro.

Mas, a necessidade do homem de inventar ou descobrir algo é muito antiga. Contam que quando o físico grego, Arquimedes, estava dentro de uma banheira e descobriu a lei do empuxo, saiu gritando bem alto: -Eureka!- que em grego, significa “Descobri!” Por esta descoberta, hoje não morremos afogados. Temos a boia. A palavra ficou famosa, atravessou séculos e até os dias de hoje, quando alguém descobre ou inventa alguma coisa, usa esta expressão. Conta-se também que certa vez Arquimedes teria dito ao rei: “Dê-me um ponto de apoio e eu moverei o mundo”. Ainda incentivado pelo monarca a novas invenções, Arquimedes, com um complexo sistema de roldanas, pôs em movimento, sem esforço, um grande navio com três mastros e totalmente carregado. Já pensou morar no vigésimo andar sem elevador? Bombeiros sem escada magirus? Foi o princípio do invento de Arquimedes que possibilitou todo este conforto.

Mas, até chegar em Arquimedes, o mundo deu muitas voltas e viveu a reviravolta de uma grande descoberta e de uma grande invenção: o fogo e a roda. A seguir vieram a linguagem, o alfabeto, a escrita e, anos após anos, as invenções foram se concretizando. Sonhos foram virando realidade, como a bússola que ajudou o homem a realizar as grandes navegações com mais certeza e segurança diante do mundo até então desconhecido. Muito antes da invenção do avião, Leonardo Da Vinci já pensava em maneiras de cair suavemente de grandes alturas. Inventou, então, um equipamento semelhante ao paraquedas atual, só que em formato de pirâmide. A ideia de Da Vinci foi aprimorada e ganhou grande utilidade séculos depois, principalmente na Segunda Guerra Mundial. Gutemberg inventou os tipos móveis para impressão, dando início à Revolução da Imprensa e é considerado um dos eventos mais importantes do período moderno, pois possibilitou o avanço do conhecimento com a popularização do livro e dos jornais. James Watt inventou a máquina a vapor e, daí em diante, as invenções se multiplicaram. E quantos inventos deixei de citar e quantas surpresas ainda virão por aí?

Nenhuma invenção se faz do dia para a noite. É sempre fruto muitas pesquisas. Santos Dumont, o brasileiro que fez o primeiro voo em avião motorizado, disse que “As invenções são sobretudo, o resultado de um trabalho teimoso.” e Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica e patenteador de mais de 300 invenções, declarou: “Eu nunca fiz nada que valesse a pena por acidente, nem nenhuma das minhas invenções aconteceram por acidente: elas vieram pelo trabalho”.

A todos aqueles que “teimosamente” buscam algo novo para melhorar a vida, a nossa deferência e os nossos mais profundos agradecimentos.

A professora Marlene Salgado de Oliveira é mestre em Educação pela UFF, doutorada em Educação pela UNED (Espanha) e membro de diversas organizações nacionais e internacionais.

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