Câmara de São Gonçalo de olho nas eleições

Dos 27 vereadores do município, 10 já confirmaram pré-candidaturas para 2018

Enviado Direto da Redação

Por Elena Wesley

Com o encerramento da janela partidária - período em que deputados podem migrar de legenda sem risco de perder o mandato, muita coisa mudou no cenário político do Brasil. Teve partido que mais do que quadriplicou a quantidade de representantes, de olho em vantagens que podem ser decisivas nas eleições de outubro, entre elas mais recursos do fundo partidário e maior tempo de propaganda eleitoral na televisão. Foram 30 dias de muita especulação também a respeito de secretários que precisariam deixar os cargos para se candidatar e possíveis filiações. A menos de seis meses do pleito, o cenário de disputa começa a tomar forma.

Na Câmara de São Gonçalo, dos 27 vereadores em exercício, 10 pretendem ser candidatos. O presidente da Casa, Diney Marins, é um dos mais esperados, devido à experiência à frente do cargo e a fama de “bom vizinho”, já que consegue a simpatia tanto da oposição quanto da situação no Legislativo.

Diney trocou o PSB pelo PPS e, apesar da insatisfação do suplente da legenda, André da Clínica, a executiva do partido decidiu em reunião permitir que o parlamentar “siga seu caminho’, conforme palavras da presidente do diretório, Thaisa Chaves.

O caminho que Diney pretende seguir é rumo a Brasília. Também pretende pleitear uma vaga na Câmara Federal o vereador Lecinho (MDB), líder do governo Nanci no Legislativo Municipal, assim como foi de Neilton Mulim, na gestão anterior.

Os demais almejam defender São Gonçalo na Assembleia Legislativa. São eles: Maciel (PMN); Capitão Nelson (Avante); Lucas Muniz (PMN), o mais jovem do grupo, Ricardo Peon (PPS), Gilson do Cefen (Pros) e o experiente Jorge Mariola (PHS), que cumpre suplência do secretário municipal de Transportes Thiago da Marmoraria.

O ex-secretário de Governo de Mulim, Sandro Almeida, também confirmou a pré-candidatura a deputado estadual pelo PHS, assim como Jalmir Junior (PRTB), que deve fazer dobradinha com o amigo Dejorge Patrício (PRB), que deve concorrer a deputado federal. O ex-vereador concluiu recentemente 11 meses de mandato em Brasília, durante o qual substituiu Clarissa Garotinho.

O retorno - Velhos nomes da política gonçalense também devem ser opção à Alerj, entre eles o ex-vereador Miguel Moraes (PDT), de volta ao cenário após romper com o PT e com o ex-prefeito de Maricá, Washington Quaquá, em cujo governo foi secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

A ex-deputada estadual Graça Matos, como já havíamos antecipado, permaneceu no MDB apesar das especulações sobre um retorno ao PDT.

Com a filiação do secretário de Saúde Dimas Gadelha ao DEM, que será candidato pela primeira vez em busca de uma cadeira em Brasília, os democratas devem lançar Adolfo Konder em nível estadual.

Surpresa - Diego São Paio surpreendeu os eleitores ao anunciar a saída da Rede Sustentabilidade para se filiar ao PSL de Jair Bolsonaro. Ex-vereador pelo PRP, chegou a ocupar a Secretaria de Educação no primeiro semestre da gestão Nanci, por conta do apoio ao então candidato no 2º turno, em 2016.

Troca-troca muda ‘cara’ da Câmara Federal

Mais de 80 deputados federais trocaram de legenda durante a janela partidária, o que provocou mudanças significativas nas bancadas dos partidos na Câmara Federal.

Dez parlamentares chegaram a bater o recorde de trocas, filiando-se ao quarto ou quinto partido na carreira política ou até mesmo integrando a quarta legenda em um mesmo mandato.

No total, PT e MDB foram os que mais perderam deputados. Dos 68 eleitos pelo Partido dos Trabalhadores, 57 permaneceram com a estrela vermelho e branco no peito. Entre os “desgarrados’” está Chico D’Angelo, que se filiou ao PDT. No MDB, o número reduziu de 65 para 51. O partido perdeu dois fortes nomes na região. São eles Altineu Côrtes e Soraya Santos. Ambos vão concluir o mandato no PR. O ex-candidato à Prefeitura de Itaboraí já havia integrado o Partido da República, aliás fora eleito pelo mesmo em 2014. E como o bom filho à casa torna, segundo o dito popular, ainda ganhou a direção da executiva estadual.

Apesar das perdas, MDB e PT continuam com as bancadas majoritárias na Câmara. Contudo, o primeiro perdeu o título de maior grupo político para o segundo. Isso porque, ao longo dos mandatos, o MDB chegou a ter um deputado a mais, 58, contra 57 do PT.

Já DEM, PSL e Podemos estão entre os que mais ganharam representantes. Os democratas duplicaram o quadro, de 21 eleitos para 42 atualmente. O PSL também se destaca nesse cálculo. A chegada do deputado federal Jair Bolsonaro impulsionou a filiação de 10 parlamentares, transformando a bancada da legenda, solitária em 2014, quando o Ceará elegeu o deputado federal Macedo. O Podemos mais que quadriplicou a força, passando de quatro para 18 representantes.

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