Comunidades não serão ocupadas durante intervenção federal

Segundo general Braga Netto, operações vão continuar pontuais

Enviado Direto da Redação
O general Walter Braga Netto disse que as Forças Armadas vão dar suporte para as polícias.

O general Walter Braga Netto disse que as Forças Armadas vão dar suporte para as polícias.

Foto: Divulgação


O interventor federal na segurança pública do Rio de Janeiro, general Walter Braga Netto, disse, ontem, que não está nos planos de seu gabinete a realização de ocupações permanentes em comunidades da região metropolitana. Segundo o general, as operações serão pontuais e com tempo determinado para terminar. “Não existe planejamento de ocupação permanente de comunidades. As operações vão continuar pontuais e por tempo determinado”, disse o general.

Segundo Braga Netto, as Forças Armadas continuarão a participar de operações integradas fazendo o cerco no entorno de comunidades e as polícias estaduais se mantêm responsáveis pelas ações no interior dessas áreas. “Não há mudança no momento. As Forças Armadas já participam desse tipo de operação. Apoiamos quando a polícia entra para fazer uma prisão. Damos o suporte para que a polícia possa entrar com tranquilidade na comunidade”, disse ele, que completou: “Cada órgão vai fazer o seu papel”.

O chefe do Gabinete de Intervenção Federal, o general Mauro Sinott, também foi apresentado ontem. O gabinete funcionará no Centro Integrado de Comando e Controle, na Cidade Nova, na região central, e vai reunir representantes de órgãos das três esferas de governo. Sinott afirmou que a intervenção é uma oportunidade para órgãos de segurança pública superarem gargalos e terem melhorias permanentes.

“O que vai permanecer no tempo é atuar nesses gargalos que hoje trazem alguma dificuldade aos órgãos de segurança pública”, avaliou Sinott, que apontou problemas como atrasos de pagamentos de agentes, viaturas deficientes e necessidade de recomposição de efetivo.

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