Mesmo com redução de verbas, universidades e hospitais universitários não terão cortes de recurso

Ministra interina confirmou, UFRJ não sofrerá com falta de repasse este ano.

Enviado Direto da Redação
Mec e congenticiamento de verbas

Mec e congenticiamento de verbas

Foto: Divulgação


A ministra interina da Educação, Maria Helena Guimarães, afirmou ontem, que o orçamento das universidades, institutos federais e hospitais universitários não sofrerá cortes, mesmo que haja contingenciamento de recursos.


“Certamente não teremos corte nessas áreas porque são redes diretamente geridas pelo MEC (Ministério da Educação), que dependem do nosso orçamento para a folha de pagamento, custeio e tudo mais”, disse a ministra.


Nesta terça-feira (30), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, informou que a decisão sobre contingenciamento de gastos públicos no Orçamento de 2018 será tomada até amanhã (2). Em 2017, foram inicialmente contingenciados R$ 44,9 bilhões. Ao longo do ano, parte foi liberada e cerca de R$ 20 bilhões permaneceram contingenciados. Com isso, o governo fechou o ano com déficit de R$ 124,4 bilhões, consideravelmente abaixo da meta de R$ 159 bilhões.


No ano passado, as universidades federais enfrentaram crise, com falta de verba e retenção da verba de custeio, usada para a manutenção das instituições de ensino. Apenas em novembro, o MEC liberou 100% da verba destinada a esse fim. Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), por exemplo, despesas compulsórias como contas de luz, água e comunicação chegaram a ser deixadas de lado. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) reduziu à metade o quadro de pessoal terceirizado.


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