José Augusto promete corrigir a Educação em São Gonçalo

Enviado Direto da Redação

Foto: Sandro Nascimento


Vereador por três mandatos, professor da rede estadual de ensino, mestre em análise de educação e Phd em gestão, José Augusto Abreu Nunes assumiu, na última quarta-feira, a Secretaria de Educação de São Gonçalo no lugar de Diego São Paio, que deixou o cargo após seis meses à frente da pasta. José Augusto chega ao governo enfrentando vários problemas, como a falta de profissionais em sala de aula, questões salariais e estruturais da rede, além de reclamações quanto à merenda oferecida aos 44 mil alunos das 107 escolas municipais, 17 creches próprias e 34 conveniadas ao município.


OSG - Como foi receber esse convite em meio a crise na educação?


José Augusto - Sou filiado ao PPS e trabalhamos uma possível parceria com o prefeito (José Luiz Nanci). Como sou professor da rede estadual e tenho todo um trabalho voltado para a educação, o José Luiz Nanci me convidou para assumir a educação, considerando a experiência. Espero trazer um bom resultado ao município de São Gonçalo e, graças a Deus, sou um homem respeitado pela nossa classe.



OSG - Quais são seus projetos?


José Augusto - Meu governo será baseado em três pilares. O primeiro é a garantia ao acesso e permanência da educação. Segundo é ouvir para agir, que é o diálogo com professores, alunos, pais, sindicato e supervisão. E o terceiro é o planejamento democrático, que é a garantia de cidadania através de um ensino de qualidade.



OSG - Com o avanço da tecnologia, como o senhor pretende chamar a atenção dos alunos para as salas de aula e o ensino regular? José Augusto - Não podemos fugir do mundo moderno. Vou ver quais as condições e em que ponto estamos no município. Sabemos que há escolas que não têm nem computadores.


OSG - Qual seu diálogo com as demais secretarias?



José Augusto - Vamos propor projetos que unam as secretarias de cultura, meio ambiente e saúde. Quero fazer uma educação integrada através de todas as secretarias.


OSG - Qual sua consideração sobre a aprovação automática? José Augusto - Vamos dar uma atenção especial aos alunos do 1º ao 3º ano do ensino fundamental, no que se trata da leitura, entendimento e escrita. Aprovação automática é o entendimento do conhecimento. Temos que garantir a permanência da criança na escola. Trabalhamos de oito a nove anos dando esse conhecimento e a criança tem a possibilidade de avançar ou não. Promoção automática por si só, eu reprovo. Mas se o trabalho é de aprimoramento do conhecimento da criança e sua continuidade na escola, eu acho válida.



OSG - Como o senhor fará para diminuir o déficit de profissionais de educação? José Augusto - Vamos fazer um levantamento para ver as carências reais. E as contratações deverão ser feitas através de concursos. Vamos ouvir o sindicato dos profissionais de educação. Estou aberto a diálogos e vou ver o que podemos fazer juntos.


OSG - Mas como o senhor vai driblar a crise financeira, já que as contratações exigem receita?


José Augusto - O mais difícil é justamente isso. Entretanto, temos que garantir o ensino e, para que isso seja feito, temos que ter concursos. Não tem jeito. Se tem uma rede que comporta 90 mil, por exemplo, temos que atender a todos. O prefeito terá que buscar recursos em Brasília, aumentar arrecadação e trabalhar. Para isso que foi eleito. Ele tem uma equipe de secretários para auxiliá-lo e pensar junto as possíveis soluções. O secretário de Fazenda é quem tem que criar os mecanismos para aumentar a arrecadação e terá nosso apoio para fazer isso.

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