Relatório de Temer será votado dia 2 de agosto

Enviado Direto da Redação
Votação da denúncia contra o presidente Michel Temer só será realizada no dia dois de agosto

Votação da denúncia contra o presidente Michel Temer só será realizada no dia dois de agosto

Foto: Divulgação

O líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (PMDB-SP), afirmou, ontem, que o recesso parlamentar não deve ter impacto na votação da denúncia contra o presidente Michel Temer. A partir do próximo dia 18, o Congresso Nacional entrará em recesso e retomará suas atividades na primeira semana de agosto. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou a votação da denúncia em plenário para o dia dois de agosto. O parecer aprovado na CCJ pela não admissibilidade da denúncia pode ser lida no plenário da Câmara na próxima segunda-feira.

Rossi está confiante de que, até agosto, a base governista agregará o número mínimo necessário de votos para vencer no plenário. “Acho que tivemos uma vitória muito importante na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), com 41 deputados votando contra a denúncia. E, agora, marcado para o dia dois de agosto, acho que o resultado da CCJ vai se refletir no plenário, com uma vitória também importante do governo no plenário”, disse.

O líder do PMDB garante que a base estará presente. “Não achamos que um assunto dessa importância pode ficar parado na Câmara. Nós estaremos aqui para votar e temos certeza de que o governo terá no plenário uma vitória importante”, declarou Rossi.

Oposição – A oposição adiantou que não se esforçará para garantir o registro da presença em plenário. Os oposicionistas acreditam que, durante o recesso, a pressão popular pode favorecer o convencimento dos indecisos em favor da denúncia. “Vamos insistir na aprovação da denúncia aqui em duas semanas, com contato direto com a sociedade, muitos deputados vão sair da indefinição. Novas denúncias poderão vir nesse período. Portanto, o nosso interesse, através da pressão social legítima, é aprovar a denúncia do Procurador-Geral da República, (Rodrigo Janot)”, disse o deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ). Ele disse, ainda, que os partidos da oposição farão levantamento sobre as emendas parlamentares que foram prometidas pelo governo aos deputados em troca de votos na CCJ. Para os oposicionistas, a manobra “pode caracterizar corrupção ativa por parte do governo e passiva dos deputados”.

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