Motorista de Uber é um dos 7 mortos em operação no Salgueiro

Ação aconteceu na madrugada de sábado

Enviado Direto da Redação
Enterro reuniu muitos amigos no Cemitério Parque da Paz, no Pacheco, em São Gonçalo

Enterro reuniu muitos amigos no Cemitério Parque da Paz, no Pacheco, em São Gonçalo

Foto: Júlio Diniz


Foi enterrado no final da manhã de ontem, o corpo de Vitor Hugo de Castro Carvalho, de 28 anos, morto durante a última operação da Polícia Civil com as Forças Armadas, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Na operação, sete pessoas foram mortas, oito armas apreendidas, grande quantidade de drogas, rádios transmissores e celulares.


De acordo com a família, Vitor Hugo era motorista do Uber e estava no local a trabalho.


“Ele era trabalhador e não tinha envolvimento com nada de errado. Como as pessoas têm medo de ir ao Salgueiro, em dia de baile ele ia porque tinha bastante corrida. Ele ia porque precisava trabalhar”, contou a esposa da vítima, depois do sepultamento, no Cemitério Parque da Paz, no Pacheco, em São Gonçalo.


Segundo amigos, Vitor Hugo chegou a ser considerado desaparecido pelos familiares, que rodaram em hospitais atrás dele. “Ninguém ia imaginar uma coisa assim. Um menino bom. Tiraram a vida dele. Depois de rodar muito, a família foi até o IML (Instituto Médico Legal) e encontraram ele lá. É muita dor ver uma pessoa do bem acabar assim”, disse um amigo, que também preferiu anonimato.


Cerca de 150 pessoas acompanharam o cortejo fúnebre. Muita comoção e indignação marcou a despedida.


Operação – Na segunda ação conjunta, entre agentes da Polícia Civil e militares das Forças Armadas, somente nesta semana, em São Gonçalo, sete pessoas foram mortas, no baile funk do Salgueiro.


A ação teve início na madrugada de sábado e se estendeu ao longo do dia. Entre os mortos, foram oficialmente identificados pela polícia Márcio Melanes Sabino, Josué Coelho, Marcelo da Silva Vaz, além do Vitor Hugo.


As outras três vítimas, embora estejam identificadas, ainda não tiveram os nomes divulgados pela polícia. 

 

Investigação – Agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, periciaram os corpos e investigam todos os casos. De acordo com o delegado Marcus Amin, a versão da família será levada em consideração e investigada com total rigor.


“Vamos checar todas as informações, verificar dados, mas só a investigação pode dizer. Será apurado e se houve algum erro será esclarecido”, afirmou o delegado, acrescentando que os familiares vão ser ouvidos.


Além disso, Amin informou que o veículo utilizado pela vítima não foi apreendido, pois não constava nenhuma irregularidade com o carro. O veículo passou somente por perícia no local.

Vitor Hugo foi baleado na altura do Conjunto da Marinha, no interior do Complexo.

 


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