Coruja, gato e cachorro: três histórias de amor à primeira vista

Brasil é 4° em número de animais de estimação

Enviado Direto da Redação


Parecem clássicos de cinema com um final feliz, mas não são. As histórias revelam verdadeiros contos de amor à primeira vista. Mas não são amores comuns. São três histórias envolvendo animais de diferentes espécies, que tornaram a vida de seus donos muito mais felizes. A história mais incomum é a de Douglas Fernandes com sua exótica companhia: uma coruja. As outras duas são de Lívia Couto Moraes e Thayane Araújo, que são apaixonadas pelos animais mais comuns nos lares brasileiros: gatos e cachorros, respectivamente.


Tito, a coruja


O Brasil é o quarto em número de animais de estimação. Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são cerca de 132,4 milhões de bichos nos lares brasileiros. Apenas 2,21% não são gatos, cachorros, peixes e aves – as que têm canto harmonioso e as ornamentais. O biólogo Douglas Fernandes, de 27 anos, encaixou sua família nessa pequena porcentagem. Morador do Galo Branco, em São Gonçalo, ele tem uma coruja, chamada de Tito, que tem um ano e meio. 


Essa história de amor começou quando Douglas começou a trabalhar como biólogo e a ter uma apreciação diferente pelos animais predadores. “Conheci um criador de corujas de Uberlândia, em Minas Gerais, entrei em contato com ele e acompanhei toda a gestação dos pais de Tito através de fotos. Apenas 35 dias depois, recebi minha coruja pelo transporte aéreo e fui até o aeroporto buscá-la”, contou.


Tito surgiu na vida de Douglas como se fosse um filho. A coruja ainda não tinha pena e não se alimentava sozinha. Os cuidados eram como se fosse um neném: não podia pegar vento e era necessário acordar para dar comida constantemente.


“No momento que Tito chegou, me senti como um pai. Eu tinha acabado de ficar desempregado e senti necessidade de não arrumar um emprego pelos próximos meses, pois ele precisava de cuidados. Foram quase quatro meses alimentando e ensinando a questão do voo. Eu me apaixonei por ele e sinto que isso é recíproco. É algo muito gratificante. A gente criou aquele ser e é um amor de verdade”, disse.


Uma das demonstrações de amor de Tito pelo dono foi quando uma cadela da raça pitbull, de 15 anos, criada por Douglas, faleceu há dois meses. “Quando ela morreu, Tito estava solto no quarto. Eu estava mal, lendo, um pouco febril e foi quando ele voou e pousou na minha perna. Quando vi, ele estava vindo por trás, se aproximando e se encostou no meu rosto, ficou meio que fazendo um carinho na barba, ponta da orelha e rosto. Eu fiquei com aquela coisa de: ‘será que ele sabe?’. Eu acho que tem uma energia que ele consegue sentir. Os animais têm essa percepção, um vínculo com o dono”, disse.


Lestat, o gato


O apartamento adaptado para gatos da publicitária Lívia Couto Moraes, 30, é a prova de que naquele lar não moram apenas humanos. Após muita leitura para conhecimento dos pets, a mãe do felino Lestat, de seis anos, e de outros dois gatos da mesma espécie, incluiu prateleiras, arranhadores, brinquedos, bebedouro e sofá com tecido aquablock entre os móveis da casa que divide com o marido.


Lestat surgiu na vida de Lívia quando ela ainda morava sozinha. Segundo a publicitária, ela estava comemorando o aniversário de sua mãe quando uma vizinha surgiu com o gatinho que não tinha sido escolhido em uma feira de adoções.


“Lestat tinha apenas 45 dias e, até então, me deram como se fosse fêmea. Apenas seis meses depois, descobri que era macho. Como ele era muito pequeno, obviamente fiquei apaixonada. Quem não gosta de filhotinhos?”, perguntou Lívia.


Lestat foi ‘filho único’ por um ano. Depois disso, Lívia adotou Mina e Morfeu. A publicitária confessou que Lestat é o mais mimado. “É o filho que eu estraguei”. O felino tem costume de miar para que ela abra portas ou janelas e também para pedir sachês de ração.


“Ele é meu filho mais velho. Eu digo que o dia que eu engravidar, terei um filho caçula. Não trato eles só como gatos de estimação. A casa é toda adaptada para o bem-estar deles. Sei o que fazer, após muita leitura, para eles viverem com mais qualidade e ter mais longevidade”, finalizou Lívia.


Paquita, a pinscher


A estagiária do Tribunal de Justiça Thayane Araújo Vicente da Silva, 24, tinha apenas sete anos quando a pinscher Paquita chegou ao seu lar. Os 17 anos de convivência entre as duas serviu para ensinar algo: o tempo amadurece o amor. 


Thayane ganhou a pinscher de presente de Natal de seus pais. “Eu passei na casa de ração, vi Paquita com a irmã e resolvi que ela seria meu presente. A irmã estava melhor em relação à saúde, mas preferi a Paquita porque me apaixonei por ela. Na época, eu já tinha uma poodle em casa”, contou.


Com tratamento e muito amor, a cadela conseguiu sobreviver. “Ela estava com bastante verme. Até a moça da casa de ração disse que se ela não sobrevivesse, devolveria o dinheiro. Então, levamos ao veterinário e ele acompanhou de perto. Graças a Deus, ela foi forte, cuidamos dela e está conosco até hoje”, explicou Thayane.


Atualmente, Paquita divide a atenção de Thayane com a american pitbull terrier Safira, de três meses. A cadelinha também foi presente dado pelos seus pais. Dessa vez, de aniversário, em agosto deste ano.


“Safira chegou um dia depois do meu aniversário. A achei num anúncio, chamei a dona dos cães no WhatsApp e ela me mandou foto de todos os filhotes e me falou um pouco de cada um. Eram três fêmeas. Safira, que era chamada de Jahmile pela vendedora, estava ‘comendo’ o controle da TV na foto e eu me apaixonei. Falei para a vendedora separar ela porque já era minha”, explicou.


Quem não gostou da nova integrante da família foi Paquita. Segundo Thayane, a pinscher chegou a abandoná-la no início, deixando de dormir com ela. Mas, com o tempo, ela acabou se acostumando.


“Hoje já estão super amigas, dormem juntas, brincam o dia inteiro, dividem brinquedos e ração. Elas são super mimadas, têm lacinhos, vestidos, perfume e vão ao veterinário todo mês”, finalizou.

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