'MATA O VELHO' é sinônimo de harmonia e confraternização

Enviado Direto da Redação
"O grupo é como se fosse uma família, um ajuda o outro. Não tem essa de agressão e violência dentro de campo. Aqui nos respeitamos como se tivéssemos o mesmo sangue". A fala do meia Marcelinho, de 40 anos, descreve perfeitamente a harmonia e o companheirismo dos jogadores que vestem o uniforme do Grupo Mata O Velho, do Rocha, São Gonçalo. Pontualmente às 9h40 de sábado, a bola rola em dois tempos de 45 minutos, no campo society do Samuel.
A camisa vermelha e azul completa em agosto 36 anos de legado. Entre as quatro linhas, os cabelos brancos ainda são maioria, já que a faixa etária do grupo ainda se mantém no auge dos 40.
"Os veteranos estão parando de jogar bola com o tempo, então passamos a aceitar a garotada mais nova. Estamos mesclados, mas ainda somos maioria", brinca o cabeça de área Porró, conhecido formalmente como Márcio Eduardo, de 50 anos.
A ideia de fundar o grupo surgiu a partir de uma conversa entre 10 amigos em uma mesa de bar no Rocha, bairro onde morava a maioria deles. "O nome veio de repente. Um gritou: coloca mata o velho. E ficou assim", relembra Porró.
O estatuto do grupo é o bom senso. A regra maior é se divertir. Para completar a pelada, não podia faltar a resenha no final das partidas e, obviamente, a "gelada".
"O sábado é a nossa reunião de amizade. É o dia anti-estresse. Em casa, pode rolar até briga com a mulher, mas em campo só felicidade", disse Marcelinho, em relação as discussões por conta do futebol.
Para custear o aluguel do campo, a lavagem dos uniformes e pagamento do juiz, é cobrado de cada membro R$30. A quantia que sobra fica para a confraternização final do grupo, geralmente realizada em sítios.

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