Prefeitura de São Gonçalo disponibiliza transporte especial para menina com deficiência

Estudante depende do serviço para ir e voltar da escola

Enviado Direto da Redação
Com o transporte, Ana Beatriz voltou a frequentar às aulas na Escola Municipal Paulo Freire

Com o transporte, Ana Beatriz voltou a frequentar às aulas na Escola Municipal Paulo Freire

Foto: Divulgação

Por Elena Wesley


“O SÃO GONÇALO Faz Por Você” chegou a mais um final feliz. Dessa vez para a estudante Ana Beatriz Coutinho da Silva, de 14 anos. Na edição da última segunda-feira, OSG denunciou o drama da adolescente, que não conseguiu voltar às aulas este ano por conta da suspensão da rota de transporte adaptado que atendia a três crianças da região. Moradora do Zé Garoto, Ana tem uma deficiência neurológica e motora, usa cadeira de rodas e, por isso, depende do serviço para se locomover até a Escola Municipal Paulo Freire, no Porto do Rosa. Ontem, a estudante pode voltar à sala de aula, pois a Prefeitura de São Gonçalo disponibilizou uma van com monitora após reportagem do jornal O SÃO GONÇALO.


A mãe da adolescente, a autônoma Denise Cristina Rodrigues, comemorou o retorno do serviço. “A Ana gosta muito de estudar. Nesse período em que não pode frequentar as aulas, ela ficou muito triste. E eu também. Nos três anos anteriores, era um ônibus adaptado e com monitora. Sem uma profissional além do motorista e em uma van comum, eu teria que acompanhá-la e buscá-la, um gasto que não caberia no nosso orçamento. Agora, mesmo que não seja nas mesmas condições de antes do ônibus adaptado, vamos retomar à rotina. Estar na escola ajudou muito no desenvolvimento da minha filha. Seria um retrocesso perder esse direito à educação. Sou grata a O SÃO GONÇALO por ter nos ajudado a divulgar o problema que afetou outras famílias também”, contou Denise.


Ontem, a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Gonçalo informou que o serviço de transporte especial na região que contemplava Ana Beatriz foi suspenso por problemas de manutenção. Contudo, a primeira justificativa dada pelo governo era de que a linha havia sido remanejada para atender uma rota com mais alunos.

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