Detalhes tiram esperanças de título da Acadêmicos do Sossego

Duas alegorias tiveram problemas de iluminação durante o desfile

Enviado Direto da Redação

Foto: Leonardo Ferraz


Em seu segundo ano consecutivo desfilando na Série A, desde que conquistou o título na Intendente Magalhães em 2015, a Acadêmicos do Sossego novamente fez um desfile para ficar na Série A, mas alguns detalhes devem tirar pontos preciosos e deixar a escola em posições intermediárias.


Duas alegorias tinham problemas de iluminação e as fantasias, com figurino muito simples, deixaram a desejar. Mais uma vez, a inovação trazida pela azul e branca do Largo da Batalha foi através do hino oficial. Em 2017, a escola homenageou a atriz Zezé Motta, promovendo um diálogo musicado com a artista homenageada. E neste ano, o enredo: “Ritualis” teve o intuito de contar a história da fé em ritos religiosos de matriz africana, mas sem utilizar nenhum verbo, propositalmente para deixar o tema de uma forma atemporal.


Durante a apresentação, havia uma integrante bastante especial, Vanessinha Reis, 28 anos, que é deficiente auditiva e foi uma das musas de destaque. Sua fantasia representou a ‘essência da vida’. A musa alvianil desfila na agremiação desde 2016. “Eu estou muito feliz, tenho orgulho da minha filha, ela está superando sua deficiência com muito amor pela Sossego e sua comunidade que significa muito para a gente”, disse emocionada Maria Helena Goulart, mãe de Vanessinha após o desfile.


A escola que ainda é novata no cenário da ‘folia profissional’ segue buscando seu lugar ao sol. Para Felipe Filósofo, um dos compositores do atual samba-enredo, a exibição na Sapucaí demonstrou o amadurecimento da escola que vem buscando sempre fazer um carnaval diferente através das letras.


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