Duas famílias sem assistência e sem moradia em SG

Desabrigados não sabem quando retornarão ao lar

Enviado Direto da Redação
>> Adriana disse que as famílias não têm condições de realizarem a obra e que não receberam o apoio prometido pela prefeitura

>> Adriana disse que as famílias não têm condições de realizarem a obra e que não receberam o apoio prometido pela prefeitura

Foto: LEONARDO F


Duas famílias e o mesmo drama: a falta de assistência do poder público. Por conta da forte tempestade que atingiu São Gonçalo no último mês, famílias do Centro e Colubandê ainda amargam prejuízos. Em dois momentos distintos, elas foram vítimas de desmoronamento de terra e, por conta disto, se viram obrigadas a deixar as casas em que viviam, que foram interditadas pela Defesa Civil. Passados alguns dias do ocorrido, nenhuma providência foi tomada, restando apenas a incerteza quanto o futuro.


No dia oito de janeiro, oito famílias da Rua Fonseca Ramos, no Centro, em São Gonçalo, tiveram as casas interditadas após uma forte tempestade, que atingiu a cidade. Na ocasião, a Defesa Civil Municipal esteve no local e condenou cinco imóveis do mesmo quintal, orientando que as famílias deixassem as casas por questões de segurança, já que a água que minava do solo estava colocando as edificações em risco.


O prefeito José Luiz Nanci também esteve no local e disse que se solidarizava com as famílias. Ele orientou, inclusive, os assessores que o acompanhavam a liberar o aluguel social para as famílias o quanto antes, o que acabou não acontecendo.


A atriz Adriana Quitete, de 54 anos, disse que foi proposto que as famílias ficassem em um abrigo, o que não foi aceito, já que eles receberam acolhimento de familiares. Para voltar ao local, segundo Adriana, seria necessário a construção de um muro de contenção, mas as famílias não têm como arcar com a obra.


“Pedimos que o prefeito se solidarize de verdade conosco e nos ajude a reconstruir nossas casas. Infelizmente é uma obra cara e que necessita de auxílio técnico e não temos como arcar com a compra do material. Estamos vivendo na casa de parentes e nem minhas coisas consegui tirar de dentro do imóvel.


Peço que ele cumpra suas promessas, já que disse estar triste com a nossa situação. Meu marido, que já estava doente, teve a situação agravada diante de tanto desgosto. Se essa obra não acontecer, nossos imóveis serão colocados abaixo”, contou. O mesmo pedido é feito pela família do gesseiro Geneci José Alves, 68, morador da Rua Maurício Rachid, no Colubandê, que sofreu uma grande erosão após forte tempestade no dia 27 de janeiro e, desde então, aguardam por uma providência da prefeitura.


“Interditaram duas casas do meu quintal com a promessa de obras e não fizeram nada. Meu carnê do IPTU chegou em dia e, inclusive, já paguei a primeira parcela. Agora, quero ver o compromisso do prefeito conosco. Com essa chuva de hoje (ontem), estou muito preocupado e sem dormir direito”, reclamou.


A Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Gonçalo informou que está atuando na recomposição do sistema de drenagem da Rua Maurício Rachid. O local também foi cercado pela Defesa Civil para a segurança dos moradores. O órgão já iniciou estudos para recuperação da via com intuito que não ocorra mais este tipo de erosão. O objetivo é finalizar as obras o mais breve possível.


A Prefeitura de São Gonçalo, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, informa que os moradores da Rua Fonseca Ramos, no bairro Estrela do Norte, que foram atingidos pelas chuvas, receberam visita técnica, e todos foram cadastrados.

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