Boatos sobre roubo de BRT causam confusão em São Gonçalo

Informações falsas dizem que ônibus foi sequestrado

Enviado Direto da Redação
>> Internautas repercutiram o suposto roubo com fotos e áudios sobre o veículo nas redes sociais

>> Internautas repercutiram o suposto roubo com fotos e áudios sobre o veículo nas redes sociais

Foto: LEONARDO F


A chegada do prometido BRT (ônibus articulado) em São Gonçalo virou caso de polícia e, por pouco, não terminou em tragédia, quando, no último sábado, boatos se espalharam pela internet, dizendo que traficantes do Jóquei teriam sequestrado um ônibus no Rio e trazido para São Gonçalo, colocando em risco a vida de mecânicos do bairro.


Através de mensagens publicadas em diferentes redes sociais, internautas repercutiram o suposto roubo com fotos e áudios sobre o veículo. Ao tomar ciência do fato, policiais do 7ºBPM (São Gonçalo) foram até o local onde estava o coletivo para checar a denúncia e, na Rua Aurino de Sá Leitão, se depararam com os mecânicos que faziam reparos no coletivo.


Um dos mecânicos, Alyson Figueiredo de Oliveira, de 40 anos, disse que o desfecho só não foi trágico, por conta da experiência dos policiais.


“Na hora estávamos eu, outro mecânico e meu filho, de 13 anos. Os policiais chegaram com armas em punho, querendo informações sobre o suposto roubo. Expliquei e mostrei, através de documentos, que o veículo foi arrematado por um amigo nosso que costuma comprar veículos em leilões e trazer para que possamos consertar. Por sorte ficou tudo esclarecido”, disse.


Alyson, que se viu vítima de um boato, disse que foi às redes sociais pedir para que as pessoas parassem de fazer isso.


“Gente, falar algo sem saber é muito perigoso. Inventaram várias coisas, inclusive com montagem de fotos. As pessoas têm que se conscientizar dos riscos de se fazer algo como isso. Aconteceu que o ônibus foi trazido pelo reboque depois da meia noite e como não cabia na nossa oficina, deixamos no terreno aqui ao lado. Pela manhã, alguém passou fez a foto e a onda de boatos se espalhou rapidamente. A intenção era alugar esse galpão aqui na frente, mas não deu tempo de falar com o proprietário”, contou.


Preocupados com o veículo, Alyson deixou o coletivo em um posto de gasolina da região.


“Sempre trabalhamos recuperando veículos e nunca tínhamos passado por isso. Por precaução, deixamos o veículo ali fora até que as pessoas parem de divulgar essas inverdades. Vamos buscar um novo lugar para ele até que seja recuperado. Ainda não sei o que o proprietário vai fazer”, explicou.


O veículo, que foi adquirido por um advogado, pertencia à empresa Santa Maria que, após fechar as portas em abril de 2017, o levou a leilão.



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