Ex-funcionários de empresa de limpeza urbana sofrem com falta de salários em São Gonçalo

Terceirizada alega falta de pagamento da Prefeitura

Enviado Direto da Redação
>> Ex-funcionários de empresa de limpeza contratada pela Prefeitura sofrem com a falta de salários

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Foto: Julio Diniz



Ex-funcionários de uma terceirizada contratada da Prefeitura acusam a empresa de dar calote, na antiga equipe de garis, responsável pela limpeza e conservação das ruas da cidade. De acordo com eles, a empresa não teria quitado os débitos por falta de pagamento da Prefeitura que, deve ainda mais de três meses de contrato.


Uma das ex-funcionárias contou que logo que assumiu, o prefeito teria cancelado o contrato com a empresa Comercial Alpha Ambiental e Serviços, mas para que a cidade não sofresse com as ruas sujas, toda a equipe foi convidada a continuar trabalhando até nova licitação. Três meses após o serviço, eles foram informados, que dos 300 funcionários apenas 40 seriam reaproveitados em suas funções e, desde então, eles permanecem desempregados aguardando o posicionamento do Executivo.


Ainda segundo eles, os meses trabalhados sem contratos não foram pagos, bem como alguns benefícios por parte da empresa e salários.


“Trabalhamos de graça acreditando na promessa de uma nova recolocação que não aconteceu. A empresa alega que não tem como pagar por que a Prefeitura não repassou o dinheiro para eles. Estamos desempregados e cheios de dívidas”, disse um gari de 47 anos.


Outra ex-funcionária, de 39 anos, disse que hoje 40 pessoas fazem o trabalho de 300 o que deixa a equipe sobrecarregada.


“As pessoas estão tendo que atuar em várias áreas para dar conta do serviço. A prefeitura reduziu o efetivo e, mesmo assim não vem pagando a nova contratada” denunciou.


A equipe de O SÃO GONÇALO tentou contato com a empresa Comercial Alpha Ambiental e Serviços, por telefone, mas não obteve retorno nos três contatos disponíveis. 


A Prefeitura de São Gonçalo afirmou que ao cancelar o contrato com a empresa citada, quitou o saldo devedor com a mesma. Através de nota, a Prefeitura afirma, ainda, "não ter tomado conhecimento de tal promessa, supostamente feita aos trabalhadores" e "não possuir vínculo trabalhista com tal equipe, já que a empresa em questão era responsável pela contratação e gestão desses trabalhadores".


"O compromisso da Prefeitura era com a empresa, que por sua vez assumiu tais compromissos trabalhistas.  Os trabalhadores que se sentem lesados devem procurar a empresa que assinou sua carteira de trabalho, no caso a empresa citada", informou a Prefeitura.




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