Jovem luta pela vida e por benefício do INSS

Rapaz foi diagnosticado com tumor no cérebro

Enviado Direto da Redação
Daniel tem tumor no cérebro, já fez quatro cirurgias e tenta receber benefício do INSS há três anos

Daniel tem tumor no cérebro, já fez quatro cirurgias e tenta receber benefício do INSS há três anos

Foto: Leonardo Ferraz

Uma luta pela vida e por seus direitos. Há três anos, essa tem sido a batalha diária do atendente de vendas, Daniel Bastos Natividade, 19 anos, diagnosticado três vezes com tumores no cérebro. Hoje, além de lutar contra a doença que não para de avançar, ele busca junto à Justiça que o INSS deposite seu benefício, o que já foi negado várias vezes.

Daniel conta que o primeiro tumor foi retirado aos 16 anos. Aos 18, já trabalhando e estudando, o tumor voltou e desde então foram realizadas quatro cirurgias. Na última ele teve comprometido os movimentos, o que lhe impediu de continuar suas atividades.

“Na segunda cirurgia dei entrada na Previdência Social que foi negado. Tive que retornar as atividades com um mês de operado. Meu tumor apesar de ser benigno não pode ser retirado por completo. Como está em cima de uma área importante para os movimentos, se for retirado eu paro de andar. Na última, que os médicos foram um pouco mais invasivos, eu perdi os movimentos da mão esquerda e tive também comprometimento da perna esquerda. Meu caso vem sendo estudado, porque não tem explicação”, disse Daniel que é tratado no Instituto do Cérebro.

Atualmente, Daniel faz quimioterapia para reduzir o tumor e uso de medicamentos controlados. A esposa Thaina Melo, 20 anos, conta que deu entrada em um processo na Justiça Federal e conseguiu a tutela antecipada. Mas após receber três meses, o benefício foi cortado sem qualquer explicação.

“Não sabemos mais a quem recorrer. Ele recebe só um salário que ajuda na compra dos remédios. Não posso trabalhar porque vivo em função dele 24 horas por dia. A justificativa que nos dão, e que a doença foi iniciada quando ele não contribuía, mas naquela ocasião ele era menor e foi tratado. O tumor voltou na maioridade e quando ele já trabalhava. Isso é absurdo e desumano”, lamentou.

Até o fechamento desta edição o INSS não havia respondido aos contatos da reportagem.

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