Falta de água em Maria Paula já dura 18 anos

Pouca coisa mudou desde 1999

Enviado Direto da Redação
Psicólogo Sérgio Cotta mostra reportagem publicada por OSG em  1999: contas continuam chegando, mesmo sem água nas torneiras

Psicólogo Sérgio Cotta mostra reportagem publicada por OSG em 1999: contas continuam chegando, mesmo sem água nas torneiras

Foto: Alex Ramos


Há 24 anos, moradores da parte mais alta da Rua Lindomar da Costa Antunes, em Maria Paula, em São Gonçalo, nutrem o sonham de um dia ver a via receber por completo a rede de água esgoto. A obra iniciada  pela Cedae em 1993, contemplou apenas  200 metros da via deixando inacabada outros 280 metros. O grande problema é que mesmo sem receber água encanada, os moradores recebem as contas em dia e, muitos deles já foram adicionados ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), acusados de inadimplência.

 

 

Em 1999 o drama dos moradores foi contado nas páginas de O São Gonçalo, passados 18 anos daquela publicação pouca coisa mudou. Em todo esse tempo, os moradores ouviram apenas promessas e a última foi feita há cinco anos. Agora, eles acionaram o Ministério Público e no dia 22 de  novembro esperam ter uma reunião com a companhia para que recebam as obras aguardadas há duas décadas.

 

“Já não sabemos mais o que fazer para que as obras sejam finalizadas. Na época eles iniciaram a canalização e cadastraram todos os moradores. Acontece que mesmo sem hidrômetro as contas chegam. As minhas hoje depois de muita luta vem zerada, mas já teve casos de pessoas sendo acusadas de inadimplência. Aqui não temos água. O nosso fornecimento é feito por caminhões pipas ou poços”, disse o psicólogo Sergio Cotta, 55 anos.

 

Ainda segundo Sergio, após entrar com uma ação na Primeira Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, eles conseguiram uma audiência com a companhia.

 

“Queremos participar dessa mesa mediadora. Precisamos expor nossa situação. Há cinco anos fizemos abaixo assinados e o diretor da Cedae esteve aqui  informando que a empreiteira iria iniciar a obra e nada”, lamentou.

 

O pedreiro Wander de Souza, 43 anos, disse que seu irmão teve o nome negativado por não pagar água. “Fizeram cobranças exorbitantes sem que recebêssemos a água. Como vamos pagar água se nem hidrômetro tempos em nosso endereço? Não nos negamos a pagar, mas temos que receber pelo serviço. Esse, inclusive, é nosso maior desejo. Tudo que temos nessa via é fruto do trabalho de moradores”, afirmou. 

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