Batalhão de Polícia Florestal volta à Fazenda Colubandê em São Gonçalo

BPFMA foi desativado há 5 anos por Sérgio Cabral

Enviado Direto da Redação
Solenidade de retorno do batalhão foi realizada, na manhã de ontem, no anexo da fazenda

Solenidade de retorno do batalhão foi realizada, na manhã de ontem, no anexo da fazenda

Foto: Divulgação


Cinco anos depois de ter se mudado da Fazenda Colubandê, em São Gonçalo, o Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente (BPFMA) vai voltar a ocupar o espaço, marco da arquitetura colonial brasileira. O anúncio foi feito, ontem, pelo coronel Mário Fernandes, do Comando de Polícia Ambiental (Cepam), no anexo da fazenda, onde foram comemorados os 30 anos de fundação do BPFMA. Sérgio Arouca, que foi o primeiro comandante da unidade, também participou da solenidade.


O Batalhão Florestal foi desativado pelo então governador Sérgio Cabral há cinco anos. O BPFMA foi transformado em unidade intermediária (Cepam) e o efetivo de 350 homens foi transferido para a sede das UPPs, no Complexo do Alemão, no Rio. A Fazenda Colubandê foi abandonada, assim como a Capela de Santana, que pertence ao conjunto construído em estilo barroco.


“Estou falando com o coração. Depois de cinco anos, estamos voltando para a Fazenda Colubandê, de onde o Florestal jamais deveria ter saído. Este local, além da sua importância histórica, também tem sua importância para a história da PM, pois aqui funcionou o Batalhão de Polícia Rodoviária e, posteriormente, por mais de 20 anos, o Batalhão Florestal. A volta é graças à sensibilidade do comandante-geral, coronel Wolney Dias, que assinou o ato que levou a PM a reassumir a Fazenda Colubandê”, disse o comandante da Cepam, acrescentando que a volta será gradual porque há necessidade de muitas obras de restauração.


O Batalhão Florestal foi criado, há 30 anos, no governo de Moreira Franco. Na época, o comandante-geral era Manoel Elísio dos Santos Filho. O coronel Sérgio Arouca, hoje na reserva, foi o primeiro comandante. Ele participou da cerimônia e recebeu várias homenagens.


“Foi um erro colocar os homens do Batalhão Florestal para caçar bandidos na mata. Esta não é a função dos agentes da unidade. A volta do Florestal para o seu local de origem é excelente. Nunca deveria ter saído daqui”, opinou.


Diretor de Fiscalização do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), José Maria Mesquita, elogiou a decisão. “A localização é fundamental para as ações do batalhão, que é um órgão muito importante na política ambiental do Estado do Rio”, finalizou.

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