Casa das Artes vira 'cracolândia' em São Gonçalo

Cerca de 50 pessoas ocupam o teto do local

Enviado Direto da Redação
Ontem, mais de dez pessoas estavam no prédio, mas o movimento maior é à noite, quando cerca de 50 usuários se reúnem no local

Ontem, mais de dez pessoas estavam no prédio, mas o movimento maior é à noite, quando cerca de 50 usuários se reúnem no local

Foto: Divulgação

Por Marcela Freitas


A beleza encontrada no interior da Casa de Artes Vila Real, no Zé Garoto, em São Gonçalo, não é a mesma vista em seu exterior. O local que resguarda as mais importantes obras de artistas da cidade é o mesmo que oferece abrigo a usuários de crack que se misturam com pessoas em situação de rua no teto do prédio.


Na manhã de ontem, O SÃO GONÇALO flagrou algumas pessoas dormindo e cozinhando sobre a casa de arte. Apesar de haver um portão e grades, o local foi aberto e invadido. Segundo comerciantes do local, com o cair da noite, a situação se agrava. E cerca de 50 pessoas se reúnem, diariamente, em um dos pontos mais nobres da cidade para consumir drogas.


Outra queixa dos moradores é quanto ao abandono do prédio de uma escola particular já extinta, que estaria vulnerável para invasões. “Estamos com medo do que esse local vem se tornando. Recentemente, soubemos que alguns deles agrediram a pauladas um colega. O local está sendo desvalorizado. Eles usam drogas a luz do dia, mas à noite a situação é muito pior”, disse um comerciante.


Uma mulher, que se apresentou como filha do vigilante da escola, negou que o espaço esteja sendo invadido. “Usamos o pátio como estacionamento e à noite sempre tem vigilante. Esse patrimônio privado está sendo cuidado”, disse a mulher sem se identificar.


Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Cultura e Turismo informou que está elaborando projeto para realização de aulas de capoeira e outras atividades de cultura popular no local com intuito de utilizar o espaço e evitar a ocupação irregular.



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