São Gonçalo amplia a abordagem a pessoas em situação de rua

Centro POP realiza visitas

Enviado Direto da Redação

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Daniel Oliveira, 31 anos, natural de Itaboraí, pai de uma menina de 9, que já trabalhou como montador de cenários; Ana Paula Soares, 27, gonçalense, mãe de três filhos; e Jedson de Amorim, 35, pernambucano, pai de dois filhos e avô. Apesar de histórias diferentes, os três têm algo em comum: eles fazem parte do grupo de mais de 1 milhão de pessoas em situação de rua em todo Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por meio de um trabalho de abordagem e sensibilização, as equipes técnicas do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) têm realizado visitas constantes em diferentes bairros de São Gonçalo.


Os principais objetivos da abordagem são identificar famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social, com direitos violados; promover ações de reinserção familiar e comunitária e garantir a cidadania destes, que em sua maioria, estão em situação de rua pelo uso abusivo de álcool e outras drogas, rompimento do vínculo familiar e desemprego. De acordo com uma pesquisa elaborada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a maior parte da população em situação de rua está localizada na região sudeste (48%).


“Temos realizado abordagens diárias com uma equipe multidisciplinar formada por educadores e assistentes sociais. A assistência é um direito de todos, e estamos aqui para garantir o mínimo de acesso e cidadania a essas pessoas”, disse Ferreira Guimarães, coordenador do Centro Pop.


Atuante no abrigamento e na garantia da não violação de direitos dessa parcela da população, junto às instituições da sociedade civil, o Centro POP, localizado no Mutondo, oferta oficinas de artesanato, convivência familiar e comunitária e retirada de documentos como identidade. Um desses atendimentos especializados é a inscrição no Cadastro único (Cadúnico), que garante os direitos aos programas sociais do Governo Federal às pessoas em vulnerabilidade social e em extrema pobreza. Apenas este ano, o Centro POP, junto à Defensoria Pública, cadastrou cerca de 100 pessoas.

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