Morador de Maricá com suspeita de febre amarela morre no Rio

Enviado Direto da Redação
O município já recebeu 10 mil doses da vacina para imunizar quem mora mais perto das áreas de mata dessas regiões.

O município já recebeu 10 mil doses da vacina para imunizar quem mora mais perto das áreas de mata dessas regiões.

Foto: Divulgação

Após ser transferido na tarde desta terça-feira da UPA de Inoã, em Maricá, para o Hospital Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, o morador do bairro de Bananal, no distrito de Ponta Negra, ainda não identificado, faleceu esta madrugada, com suspeita de febre amarela.


Segundo a Secretaria de Saúde de Maricá, amostras de sangue foram colhidas antes da remoção e enviadas aos laboratórios Lacen, do Estado, e da própria Fiocruz que faz a testagem específica para a febre amarela. Enquanto os resultados não são definidos, o caso é considerado como suspeito.


A Secretaria Municipal de Saúde informou haverá uma vacinação de bloqueio nas áreas rurais próximas ao Bananal, prevista para ser iniciada nesta quarta-feira (19) com medida preventiva que integra o protocolo de atuação da saúde. A Secretaria descartou ainda surto da doença na cidade. 


Ainda de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o cinturão de proteção compreende os bairros do Espraiado, Jaconé, Ponta Negra, Bambuí, Bananal, Manoel Ribeiro, Marinelândia e Guaratiba. O município já recebeu 10 mil doses da vacina, e a prioridade é imunizar quem mora mais perto das áreas de mata dessas regiões. 


Já a Secretaria Estadual de Saúde disse que novos lotes da vacina serão repassados para o município nos próximos dias. Os casos de febre amarela confirmados no Rio e nos demais estados do país estão sendo transmitidos pelo vetor silvestre, ou seja, mosquitos que vivem em matas e áreas rurais. O último caso de febre amarela urbana registrado no Brasil foi em 1942.

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