30 de Julho de 2010
Mesmo com as contas pagas, moradores da parte mais elevada da Rua Armando Silvestre, no Rocha, em São Gonçalo, denunciam estar sofrendo há mais de três meses com abastecimento irregular de água. Eles reclamam que a rua só é abastecida durante a madrugada, sendo insuficiente para sustentar todas as casas.
Ruim, também, é a situação de quem decide usar bombas hidráulicas para abastecer as cisternas. O corretor de imóveis Carlos Magno diz que pagou um preço alto por manter a bomba ligada por longos períodos diariamente. “Minhas contas, nestes últimos meses, não vieram menos de R$ 250”, desabafou.
O abastecimento irregular, segundo os moradores, provocou um incidente que poderia ter consequências graves. A dona de casa Zirte Resende, de 65 anos, desmaiou após ter caminhado por um longo trecho com um latão de água. Ela teve que ser socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Zirte foi levada para o Pronto de Socorro de São Gonçalo e ficou um dia internada.
A dona de casa Anusca da Silva, 32, acha que a Cedae já poderia ter resolvido o problema. A aposentada Denise Vanessa, 59, é outra prejudicada pela falta de água.
“Tenho problemas de visão. Não posso ficar descendo e subindo a rua para pegar água”, reclamou.
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) enviou ontem uma equipe da área operacional ao bairro para fazer uma avaliação do problema e tentar detectar o que provocou a redução do abastecimento no local. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, técnicos farão estudos para viabilizar uma solução para resolver a situação.
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