30 de Julho de 2010

Geral
Enviado por Redação 8/2/2010 21:34:29

Enfarto provoca acidente em São Gonçalo

Um enfarto ao volante provocou acidente, no início da tarde de segunda-feira (8), na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-104), em São Gonçalo. Heber Scisinio de Araújo, de 61 anos, perdeu o controle do Fiesta KRP-0385, atropelando duas pessoas que estavam em um ponto de ônibus, na altura do bairro Colubandê. O motorista, que morreu no local, ainda atingiu outro veículo.

Gilciléia Oliveira Feliciano de Sá Neves, de 43 anos, e Priscila de Oliveira de Sá Neves, 15, sofreram ferimentos leves e foram socorridas por bombeiros para o Hospital Estadual Alberto Torres. As duas já receberam alta.

Colisão
- Por volta das 13h, o Fiesta de Heber seguia pela faixa da esquerda, em alta velocidade, no sentido Niterói, quando saiu em direção ao acostamento. O veículo invadiu a calçada às margens da pista e atropelou as duas vítimas. O carro ainda acertou uma tenda onde vendiam refrigerantes e também o Gol LNJ-6203, que estava parado no acostamento.

Heber não se movia no carro. Após a primeira perícia no local, realizada por um médico do Corpo de Bombeiros de São Gonçalo, foi constatado que ele poderia ter sofrido enfarte ao volante e já estar morto quando desencadeou o acidente.

O dono do Gol que estava parado na RJ-104, Luiz Fagner da Costa Barreto, 28, contou que por pouco não foi atingido pelo veículo desgovernado. Ele está desempregado e começou a vender refrigerantes na tenda, na segunda-feira. “Foi muita sorte eu não ter sido atingido. Ficou o prejuízo do carro, mas escapei. Logo no primeiro dia de trabalho, acontece uma tragédia dessas”, ressaltou.

O corpo de Heber, que morava em Icaraí, zona sul de Niterói, foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Tribobó, onde uma perícia vai confirmar a causa da morte. O caso foi registrado na 74ª DP (Alcântara).

Insegurança - O grave acidente levou medo aos moradores do Colubandê. Muitos têm reclamado dos constantes transtornos causados principalmente após a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no mês passado, quando a localidade apresentou fluxo de trânsito maior.
“Não tem um guarda de trânsito para orientar. Por mais que seja uma estrada, quem vem por dentro para pegar a pista principal fica vendido à própria sorte”, relatou a dona de casa Maria Clara Dias Lisboa, 45, moradora do bairro.



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