23 de Outubro de 2014

Geral
Enviado por Luciana Pimentel 24/12/2010 14:10:46

Crianças de orfanato passam Natal na casa de pais e famílias adotivas

O Natal vai ser diferente, esse ano, para 19 crianças e adolescentes do Orfanato Resgate e Ame Crianças e Adolescentes (Reame), em Santa Luiza, São Gonçalo. Em 17 anos, esta é a primeira vez que o Reame vai ficar fechado no dia do Natal. Todas as crianças que moram no orfanato receberam autorização do Juizado da Infância e Juventude, com o auxílio do projeto “Oportunidade de Voltar para Casa”, para passarem a data com seus pais, famílias adotivas ou padrinhos parceiros do abrigo.

A novidade encheu as crianças de alegria e esperança. “Vou passar o Natal e todas as férias de janeiro com minha mãe, estou muito feliz”, disse um adolescente de 14 anos, transbordando de alegria. Atualmente, com 10 meninas e 9 meninos, de 4 a 17 anos, a instituição coordenada por Gislaine Monteiro atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Apesar da pouca idade, muitos moradores dali carregam um passado triste. Mas a noite de Natal promete ser especial para cada um daqueles jovens e, na memória, o espaço é apenas para saudosas lembranças.

“O Natal que mais tenho saudade foi quando eu tinha 9 anos e fui para casa da minha avó. Lembro da minha família toda reunida”, conta outra adolescente de 12 anos, que vai passar a data ao lado dos seus pais e dos seus irmãos em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. “Estou muito ansiosa, não vejo a hora de ver meus irmãos. Sinto muita falta deles”, completa a menina.

Leonardo da Silva, 23 anos, morou sete anos no Reame. Hoje, ele é um dos educadores do orfanato, onde já passou vários Natais. “O Natal, aqui, sempre foi diferente. Fazíamos a nossa ceia com salgadinhos, doces caseiros e passávamos a noite toda conversando. Não tinha Papai Noel, meia pendurada na janela... As pessoas das igrejas da região que vinham e faziam suas doações. De todos os Natais, o mais marcante foi o de 2007. No meio da noite, faltou luz. Então, nossa ceia foi à luz de velas. A galera se reuniu e a conversa rendeu madrugada afora”, lembra o jovem, que sente um carinho especial pelo lugar que, hoje, é seu ambiente de trabalho. “Não tenho palavras para definir o que o Reame significa para mim. Quando chego aqui, esqueço os meus problemas. É como se fosse um refúgio”.

Ajuda – O Reame mantém suas atividades a partir de doações. Quem puder ajudar, pode entrar em contato através dos telefones 3525-1144 / 2702-0044. Para conhecer melhor o orfanato, que fica na Avenida Santa Luzia, 1032, Santa Luzia, São Gonçalo, os interessados podem acessar o site www.reame.org.com.br.





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