SG, Niterói e Itaboraí em estágio de alerta para o surto de dengue

O Ministério da Saúde finalizou o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e constatou que cinco cidades da região, entre elas São Gonçalo, Niterói e Itaboraí, estão em situação de alerta para o surto de dengue, chikungunya e zika vírus. Outras sete cidades aparecem em situação satisfatória quanto às enfermidades.
Além das três cidades metropolitanas, Búzios e Tanguá também aparecem com legenda amarela no levantamento, indicando alerta. Já na Região dos Lagos, Araruama, Rio das Ostras, Cabo Frio, São Pedro da Aldeia, Rio Bonito, Saquarema e Maricá estão com conceito verde, que significa um nível satisfatório. A única cidade com conceito vermelho no estado é Santo Antônio de Pádua.
Os dados do LIRAa, foram apresentados pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, que também divulgou a nova campanha deste ano para combate ao mosquito transmissor das três doenças. “Para este ano, esperamos uma estabilidade nos casos de dengue e zika. Como chikungunya é uma doença nova, e muitas pessoas ainda estão suscetíveis, pode ocorrer aumento de casos ainda este ano. Porém, para o próximo, também esperamos estabilização dos casos de chikungunya”, explicou o ministro Ricardo Barros.
A nova campanha do Ministério da Saúde, de conscientização para o combate ao mosquito, chama a atenção para as consequências das doenças causadas pela chikungunya, zika e dengue, além da importância de eliminar os focos do Aedes: “Um simples mosquito pode marcar uma vida. Um simples gesto pode salvar” alerta a campanha. “Neste ano, a diferença da campanha é que estamos mostrando as consequências de não combater os focos do mosquito. A ideia é sensibilizar as pessoas para que percebam que é muito melhor cuidar do foco do mosquito do que sofrer as consequências de não ter feito esse gesto”, destacou o ministro da Saúde.
Dos 3.704 municípios brasileiros que estavam aptos a realizar o LIRAa, aqueles que possuem mais de 2 mil imóveis, 62,6% participaram da edição deste ano. Em comparação com 2015, houve um aumento de 27,3% em relação ao número de municípios participantes. Realizado em outubro e novembro deste ano, o levantamento é um instrumento fundamental para o controle do mosquito Aedes aegypti.
Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os tipos de depósito onde as larvas foram encontradas e, consequentemente, priorizar as medidas mais adequadas para o controle do Aedes no município.