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Heal funciona só com 30% da capacidade

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 21 de julho de 2016 - 13:20
Imagem ilustrativa da imagem Heal funciona só com 30% da capacidade

Funcionários terceirizados do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, Niterói, realizaram, na manhã de ontem, protesto em frente a emergência da unidade para chamar a atenção para a falta de pagamentos de salários. Com narizes de palhaço e cartazes nas mãos, eles gritavam palavras de ordem, cobrando explicações.

Segundo um dos funcionários, o pagamento deveria ser efetuado no quinto dia útil do mês, o que não ocorreu. Desde dezembro, os atrasos são constantes para os contratados pela Organização Social (OS) Instituto Sócrates Guanaes (ISG). “Eles priorizaram os pagamentos de fornecedores e nos deixaram sem explicações. Temos contas a pagar como qualquer pessoa. Ainda estamos atendendo por respeito aos pacientes”, disse o técnico de enfermagem Fagner Câmara.

Apesar de garantirem o atendimento, muitos pacientes reclamam de não conseguirem as consultas. No início da semana, os profissionais iniciaram a ‘operação tartaruga’, com apenas 30% dos funcionários no atendimento. A dona de casa Aline Silva Moreira, de 24 anos, chegou à unidade com crise de vesícula agravada por uma pancreatite e foi orientada a buscar ajuda em outro lugar. “Não aguento nem andar com tanta dor. Fiquei internada aqui 12 dias e recebi alta, na semana passada, para realizar um exame. Me deram alta antes de me operar. O que eu vou fazer na UPA se meu caso é cirúrgico?”, questionou. Mariah Casa Nova, representante do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sindsprev), disse que acha legítima a paralisação, que ocorre com a greve dos funcionários ligados ao sindicato, que já dura três meses. “Esses funcionários estão sendo escravizados. Tivemos uma reunião com os donos das OSs, que informaram ser algo pontual, mas esse atraso vem sempre acontecendo”, explicou. (Marcela Freitas)

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